Coco Gauff
A americana de 22 anos chegou à semifinal com o máximo de frescor físico. Gauff não perdeu nenhum set no torneio, atropelando Kayla Day (6 x 2, 7 x 5), Maria Sakkari (6 x 1, 6 x 4) e Alina Korneeva (6 x 3, 6 x 1), e avançou às quartas de final sem entrar em quadra devido à lesão no quadril de Belinda Bencic. Os principais trunfos de Coco são a velocidade da quadra e a defesa: sua mobilidade neutraliza praticamente todas as bolas profundas das adversárias. Por outro lado, o segundo saque e um forehand pouco confiável sob forte pressão seguem como vulnerabilidades de Gauff. A americana salvou 50% dos break points no torneio (8 de 16), mas ainda não enfrentou adversárias do top 10 nas quadras de Toronto.
Elena Rybakina
A representante do Cazaquistão, de 27 anos, demonstra uma força mental extraordinária. Na chave de Toronto, Elena vem literalmente se equilibrando no limite: nas oitavas de final, salvou o jogo contra Liudmila Samsonova após estar perdendo por 3 x 0 no terceiro set e, nas quartas, buscou uma vitória sobre Naomi Osaka (4 x 6, 7 x 6, 6 x 4), salvando break points no segundo set. A potência do primeiro saque e as bolas chapadas e agressivas do fundo de quadra continuam sendo os trunfos de Elena — contra Osaka, ela venceu os pontos decisivos com winners agressivos. No entanto, Rybakina já passou mais de sete horas em quadra em Toronto nos últimos quatro dias, o que provoca desgaste acumulado e resulta em duplas faltas no saque (29 em quatro partidas).
Palpite
As tenistas se enfrentaram apenas uma vez — em 2022, justamente nas quadras de Toronto, e naquela longa batalha de três sets, com dois tie-breaks, Gauff levou a melhor (6 x 4, 6 x 7, 7 x 6). O frescor físico de Coco será o fator decisivo. Rybakina gastou uma enorme quantidade de energia nas longas partidas contra Samsonova e Osaka. No rápido piso duro canadense, a americana móvel fará Elena executar um ou dois golpes a mais em cada rali, forçando a cansada Rybakina a se arriscar e cometer erros não forçados.