Brasil (F)
As brasileiras terminaram a fase preliminar em terceiro lugar: nove vitórias, três derrotas e diferença de sets de 29 a 18. O desempenho parece sólido, mas os jogos secos e rápidos não foram tão frequentes. Oito das 12 partidas chegaram pelo menos ao quarto set, e sete vitórias vieram por 3 a 1 ou 3 a 2. O motivo é claro. O Brasil consegue desmontar a recepção adversária com sequências de saques pesados, mas, contra a velocidade japonesa, o bloqueio alto nem sempre chega a tempo para fechar a zona certa. Aí começa a disputa ponto a ponto, e um set facilmente passa da casa dos 45 a 47 pontos.
Japão (F)
As japonesas ficaram em sexto lugar, com oito vitórias e quatro derrotas. Para esta aposta, porém, a posição na tabela está longe de ser o ponto principal. Nove dos 12 jogos da equipe se estenderam por quatro ou cinco sets, e três vitórias precisaram ser arrancadas no set decisivo. O Japão raramente resolve uma partida com uma única estrela. Vence pela paciência: boa recepção, levantamento rápido, defesa e mais uma bola de ataque. No duelo recente contra o Brasil, as japonesas ganharam o segundo set, e perderam o quarto por apenas dois pontos, 23 a 25. Ou seja, nos momentos finais, já conseguiram jogar de igual para igual.
Prognóstico
É uma quarta de final, e ninguém vai deixar um período ruim passar sem brigar por cada bola. O Brasil é mais forte no ataque e no bloqueio, mas o Japão é incômodo demais para que se espere um 3 a 0 tranquilo. Para o total acima de 181,5 pontos, nem é obrigatório haver quinto set. Quatro parciais equilibradas já bastam, e o confronto anterior entre as seleções parou exatamente um ponto abaixo da marca necessária. Espero pelo menos um set do Japão e algumas retas finais longas.