Aryna Sabalenka segue avançando com confiança no torneio sem perder nenhum set e está novamente entre as principais candidatas ao título em Paris. No entanto, Naomi Osaka surge como uma das adversárias mais difíceis para Sabalenka nesta fase: a japonesa reencontrou sua melhor forma, já a pressionou bastante em duas ocasiões nesta temporada e começa gradualmente a lembrar a jogadora de seus melhores anos.
Aryna Sabalenka
A bielorrussa vem fazendo mais uma temporada de alto nível e chega à quarta rodada como a número 1 do mundo. No saibro, seu retrospecto em 2026 é de sete vitórias e duas derrotas, e neste torneio ela ainda não perdeu nenhum set. Em Paris, ela superou Jessica Bouzas Maneiro (6 a 4, 6 a 2), Elsa Jacquemot (7 a 5, 6 a 2) e Daria Kasatkina (6 a 0, 7 a 5). Apesar desses placares convincentes, não se pode dizer que todos os jogos tenham sido perfeitos. As partidas contra Jacquemot e Kasatkina mostraram que, em certos momentos, ela sofre oscilações de concentração e permite que as adversárias equilibrem os sets.
Suas principais armas continuam sendo o saque potente e o tênis agressivo desde a primeira bola — neste torneio, ela está vencendo mais de 68% dos pontos com o primeiro serviço e rapidamente toma a iniciativa na maioria dos seus games de saque. Ao mesmo tempo, nesta temporada de saibro, ela já foi derrotada por jogadoras de estilo ofensivo — Hailey Baptiste em Madri e Sorana Cirstea em Roma —, vencendo o set inicial em ambas as ocasiões.
Naomi Osaka
Esta edição de Roland-Garros já é a melhor da carreira de Osaka. Pela primeira vez, ela alcançou a segunda semana do Grand Slam francês e se mostra altamente competitiva na terra batida. Em seu caminho até as oitavas de final, ela derrotou Laura Siegemund (6 a 3, 7 a 6), Donna Vekic (7 a 6, 6 a 4) e Iva Jovic (7 a 6, 6 a 7, 6 a 4). O nível de suas oponentes chama a atenção: ao contrário de Sabalenka, ela teve que enfrentar adversárias mais duras e lidou muito bem com o desafio.
Ela continua confiando em um primeiro serviço poderoso e em trocas curtas — em três partidas em Paris, já anotou 21 aces e vem ganhando mais de 71% dos pontos com o primeiro saque. Além disso, venceu três dos quatro tie-breaks disputados no torneio, o que demonstra confiança nos momentos decisivos. Outro ponto relevante é que, há um mês, em Madri, Osaka já havia criado sérios problemas para Sabalenka: naquela ocasião, ela venceu o primeiro set e abriu uma quebra de vantagem no segundo antes de sofrer a virada (6 a 7, 6 a 3, 6 a 2).
Palpite para Aryna Sabalenka x Naomi Osaka
Apesar do claro favoritismo de Sabalenka, o confronto tende a ser muito mais equilibrado do que as odds indicam. As duas já se enfrentaram duas vezes nesta temporada e, em Madri, Osaka ficou a poucos games da vitória. O estilo da japonesa — saque potente e agressividade na primeira bola (21 aces) — evita trocas de bolas longas e pode neutralizar a habitual vantagem física de Sabalenka. A qualidade do tênis apresentado por Osaka neste torneio também se destaca: ela superou uma chave mais difícil e foi forte nos tie-breaks. Em contrapartida, Sabalenka ainda não mediu forças em Paris com uma jogadora de tamanho poder ofensivo, de modo que, mesmo confirmando seu favoritismo, uma vitória tranquila é improvável.
Desde 2022, Osaka só perdeu em Roland-Garros para as adversárias mais fortes, mas quase sempre se manteve competitiva — ela tirou um set de Iga Swiatek e manteve margens de games significativas contra Amanda Anisimova e Paula Badosa. Um fator extra é o retrospecto direto: nesta temporada, Sabalenka venceu os dois confrontos, mas, no saibro de Madri, precisou buscar uma virada após perder o primeiro set, o que mostra que a distância entre elas é bem menor do que as odds pré-jogo sugeriam.


