O saque de Rybakina está irregular no momento. Contra Daria Kasatkina, ela acertou 15 aces, cometeu 16 duplas faltas e perdeu o serviço três vezes. Uma adversária da faixa entre 21º e 30º do ranking aproveita esses presentes.
Na partida contra Kasatkina, foram 58 winners e exatamente o mesmo número de erros não forçados. Pela quarta vez na temporada, Elena ultrapassou a marca de 50 erros. Um tênis tão instável não resulta em placares curtos: as duas horas e 33 minutos contra Kasatkina são prova disso.
A forma de Elena é instável. Nos últimos quatro torneios, ela venceu duas partidas seguidas apenas uma vez. Não há aqui uma jogadora que atravessa a chave sem dificuldades e despacha as adversárias em uma hora.
Li não é figurante nesta fase. Ela superou Kayla Cross (7 x 6, 6 x 3), vencendo o primeiro set apenas no tie-break, e esse é exatamente o cenário de que a aposta precisa. A americana bate chapado dos dois lados, devolve cedo e pressiona o saque adversário quando ele oscila.
A temporada de Li está abaixo de seu potencial: 17 vitórias e 19 derrotas. Mas esse é um argumento contra a vitória dela, não contra os games. Li perde em detalhes, não por goleada.
Para o total não bater, seria preciso um placar como 6 x 2, 6 x 3. Rybakina, no atual momento, não abre uma vantagem tão grande: ela erra em sequência e permite que a adversária se mantenha na partida nas devoluções. Um tie-break, uma troca de quebras, e os 20 games se acumulam naturalmente.