Alex De Minaur entra em quadra como favorito, e o cenário atual do torneio está se desenhando de forma muito favorável para ele. No entanto, Jakub Mensik continua sendo um adversário perigoso devido ao seu saque potente e estilo agressivo, por isso não devemos esperar uma partida fácil, embora o australiano lidere o confronto direto por 5 a 0.
Alex De Minaur
Para De Minaur, esta temporada de saibro vinha sendo bastante discreta, mas no final da primavera ele finalmente conseguiu elevar seu nível de jogo. A semifinal em Hamburgo foi seu primeiro resultado realmente expressivo em quadras lentas em 2026, e a chave de Roland-Garros tem permitido que ele ganhe ritmo sem gastar muita energia. Em Paris, ele teve uma estreia muito tranquila: na primeira rodada, superou Toby Samuel em três sets sem dificuldades, e depois ganhou um dia extra de descanso após a desistência de Alexander Blockx. Diante de um calendário apertado na segunda semana, esse descanso adicional pode desempenhar um papel crucial.
Jakub Mensik
Mensik começou a temporada em grande estilo com o título em Auckland, mas seus resultados caíram bastante depois disso. No saibro, seu desempenho não convenceu: antes de Roland-Garros, ele somava três vitórias e três derrotas. Em Paris, as coisas também não saíram exatamente como o planejado. Na primeira rodada, ele passou sem problemas por Titouan Droguet (6 a 3, 6 a 2 e 6 a 4), mas na segunda rodada Mensik enfrentou uma verdadeira maratona contra Mariano Navone. A partida durou quase cinco horas e só foi decidida no super tie-break do quinto set. Fisicamente, ele parecia extremamente desgastado no final, acumulando um número enorme de erros — foram 85 erros não forçados. Ao mesmo tempo, o saque continua sendo sua principal arma, mesmo no saibro lento: ele soma uma média de cerca de nove aces por partida e vence 84% dos seus games de serviço. O problema é que, contra jogadores do nível de De Minaur, apenas o saque geralmente não basta. Em ralis mais longos, ele tende a se precipitar, arriscar demais e perder a estabilidade rapidamente.
Palpite para Alex De Minaur x Jakub Mensik
No papel, Mensik tem as ferramentas necessárias para equilibrar o placar: um saque potente, ritmo agressivo e capacidade de definir pontos rapidamente. No entanto, o estilo de jogo de De Minaur historicamente se mostra muito desconfortável para o tcheco. De Minaur tem uma excelente devolução, consegue sustentar trocas de bola longas e força os adversários a jogarem golpes adicionais. Para um tenista propenso à pressa e a oscilações emocionais, este é um cenário muito desfavorável. O aspecto físico também surge como um fator de grande peso. Enquanto De Minaur passou pelas duas primeiras rodadas sem praticamente nenhum desgaste, Mensik vem de um duelo exaustivo de fôlego com os cinco sets e cerca de cinco horas de duração. Para um jovem atleta que já adota um tênis de força e alta intensidade, essa carga física quase certamente se fará sentir a partir do segundo ou terceiro set.
O retrospecto direto também aponta total favoritismo para De Minaur — 5 a 0. Não se trata apenas dos números, mas sim do padrão tático dos confrontos. O australiano quebra o ritmo de Mensik constantemente com sua movimentação impecável e qualidade nas devoluções, empurrando o tcheco para o erro. No saibro lento de Paris, essa dinâmica ganha ainda mais relevância, pois as trocas de bola se alongam e Mensik tem menos tempo para preparar seus golpes. Mesmo que consiga vencer um set equilibrado graças ao seu serviço, no decorrer de uma partida longa, a vantagem física e tática deve pertencer inteiramente a De Minaur.


