Alemanha
O início de jogo é o ponto forte das alemãs. Em Ancara, elas venceram com autoridade a Bélgica por 3 a 0, depois chegaram a abrir 2 a 0 contra a Turquia (25 a 18, 26 a 24) antes de oscilarem e cederem a vitória no quinto set. Contra a China, houve mais um jogo de um quinto set e uma nova derrota por 3 a 2, mas a Alemanha faturou a primeira parcial por 27 a 25 e só entregou a segunda no finalzinho por 23 a 25. Sim, houve um apagão no tie-break (6 a 15). Contudo, isso não tem a ver com a entrada na partida. O time de Bregoli sustenta bem a recepção, trabalha muito na defesa e raramente entrega o set inicial sem lutar. O grande problema da equipe é o fôlego a longo prazo e a falta de profundidade no elenco, e não a primeira parcial.
Brasil
O Brasil segue invicto na competição: sete vitórias, 19 pontos e uma posição sólida no topo da tabela. Julia Bergmann anotou 20 pontos contra a China, e o ataque pelas pontas tem funcionado com muita força. No entanto, mesmo para esta equipe, restam brechas em parciais específicas. Diante da China, o primeiro set chegou a 26 a 24, embora depois o Brasil tenha fechado o jogo sem sustos por 3 a 1. Contra a Holanda, as brasileiras atropelaram nos dois primeiros sets (25 a 17, 25 a 15), perderam o terceiro por 25 a 27 e fecharam o quarto com uma margem apertada de 25 a 23. O favorito é superior, mas não transforma todo começo de partida em um atropelo.
Palpite
O Brasil é mais forte no geral e deve confirmar a vitória na partida, mas o primeiro set a favor da Alemanha se mostra um palpite bastante viável. As alemãs entram em quadra concentradas, mantêm a recepção firme e já demonstraram uma postura competitiva no início em três ocasiões em Ancara. Um handicap de +4,5 pontos em uma única parcial oferece uma boa margem de segurança, permitindo uma derrota por até quatro pontos de diferença. Para uma equipe que costuma começar bem os seus jogos, isso é perfeitamente suficiente.
