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“Surpresa para todos”: Athletico de Odair Hellmann entra no G-6 do Brasileirão após subir da Série B

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O comentarista da Band Marco Rafael afirmou que o bom início do Athletico no Brasileirão foi uma surpresa, mas pode ser explicado pela manutenção da base do elenco e por reforços de nível de Série A já pensando na elite.

O comentarista da Band Marco Rafael admitiu que não esperava um início tão forte da equipe após o retorno à primeira divisão:

 “Pra mim, é uma surpresa. Mas dá pra explicar. O Athletico manteve a base do ano passado, o que normalmente não seria esperado para um time que veio da Série B. E é aí que está o ponto: aquela equipe já não tinha mais perfil de Série B”.

Ao analisar o elenco, o especialista destacou as contratações feitas pelo clube na última janela:

 “Na janela passada, o clube contratou jogadores acima desse nível. O atacante Viveros, os zagueiros Aguirre e Terrán, além do lateral argentino Benavídez, são exemplos claros. Era um elenco montado já pensando em competir na Série A. Isso explica tanto a arrancada no acesso quanto esse início consistente no Brasileirão. O conjunto já estava pronto”.

Após a vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense na Arena da Baixada, o Athletico se consolidou na sexta posição do Campeonato Brasileiro. No momento, o clube ocupa zona de classificação para a Libertadores de 2027 e tem o melhor desempenho entre os times que subiram da Série B na temporada passada.

Mesmo com o bom início, Marco Rafael faz ressalvas ao trabalho do técnico Odair Hellmann:

“Estou começando a ver com bons olhos o trabalho do Odair Hellmann. Ainda acho que ele é menor que o tamanho do Athletico, até porque não tem grandes títulos na carreira. Por outro lado, é evidente que existe confiança do clube, principalmente do presidente, que deu autonomia para ele trabalhar. Claro, dentro de um limite. O treinador indica, mas a palavra final é da diretoria”.

Sobre o estilo do treinador, o comentarista completou: “No dia a dia, o Odair é forte na gestão de grupo, tem bom discurso e segue uma linha parecida com técnicos como Mano Menezes e Felipão, da escola gaúcha. Taticamente, tem um perfil mais conservador, mas não é ultrapassado. Pelo contrário, traz conceitos modernos, como o uso de jogadores versáteis, que cumprem mais de uma função em campo”.