Palpites e projeções para os Playoffs da NBA 2025/26
Bem-vindos à fase principal da temporada do basquete — os Playoffs da NBA começam no dia 18 de abril. Os atuais campeões chegam com tudo: apesar dos problemas físicos, inclusive de jogadores fundamentais — com destaque para Jalen Williams —, a equipe garantiu novamente a liderança geral da liga, sendo a única a sofrer menos de 20 derrotas (64-18).
A profundidade do elenco e o nível técnico coletivo permitem ao Thunder dominar mesmo em cenários desfavoráveis. Não é surpresa, portanto, que o OKC seja considerado o grande favorito ao título desta temporada:
Quem será o campeão da NBA 2025/26?
Shai e companhia aguardam o vencedor de Golden State ou Phoenix.
Chaveamento Playoffs NBA 2025/26
Existe alguma chance de derrubar o Oklahoma?
Se no inverno havia alguns sinais de que o OKC poderia ser batido — especialmente após uma sequência de vitórias do San Antonio sobre os atuais campeões —, depois disso o Thunder colocou a casa em ordem. A vitória sobre os Spurs em 14 de janeiro foi emblemática: naquele jogo, os campeões mostraram um pouco do que pretendem fazer para anular Wembanyama nos playoffs, caso se enfrentem. Eles ajustaram o sistema defensivo, passando a dar mais espaço para Stephon Castle e Dylan Harper (que têm arremessos menos consistentes), utilizaram o seu recurso favorito de "colocar Caruso na marcação do pivô" e, no fim das contas, dominaram aquela que talvez seja a equipe mais perigosa para eles, vencendo por 119 a 98.
Um pouco depois, os Spurs venceram o OKC pela quarta vez na temporada, mas foi logo antes do All-Star Game e o Thunder jogou com o time reserva, sem nenhuma de suas estrelas. Não conta.
Onde queremos chegar com isso: é difícil imaginar quem realmente consiga atropelar o Shai em uma série de sete jogos. O técnico Mark Daigneault já provou ser um mestre em se ajustar ao adversário conforme o jogo anda e fazer as correções necessárias. E, felizmente, ele tem opções de sobra:
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ele pode jogar com um quinteto mais baixo com Chet Holmgren, ou até um small ball ainda mais extremo com o J-Dub de 5;
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pode jogar com "dois grandes" usando Hartenstein e Chet juntos;
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pode trazer o Jaylin Williams do banco quase sem perder o nível técnico;
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e, claro, pode mandar o Alex Caruso marcar o pivô adversário;
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além de muitas outras variações.
Como bater de frente com tudo isso? E pior: quem teria força para isso?
Os Spurs. São inexperientes e, muito provavelmente, vão sentir a pressão no clutch time. Durante toda a temporada regular, mesmo tendo no elenco um dos melhores especialistas em momentos decisivos, De'Aaron Fox, eles entregaram a bola conscientemente para Victor Wembanyama nos momentos finais. Já perto do fim do campeonato, ele finalmente acertou seu primeiro buzzer-beater da vitória contra o Phoenix, mas o Fox — que passou o ano sem decidir no final — simplesmente não está na sua forma ideal para decidir jogos.
Isso ainda vai custar caro aos Spurs, mas eles sabiam onde estavam se metendo, e estrategicamente a decisão é correta: Wemby é o futuro. Eles precisam transformá-lo em um verdadeiro "Alien", capaz de devorar os adversários tanto no ataque quanto nos momentos de maior pressão da temporada. Mas, por enquanto, ele ainda está aprendendo.
Denver. Estão totalmente fora de sintonia, e não se deixe enganar pelo ótimo desempenho no fim da temporada regular — ali só enfrentaram adversários de baixo nível. O mesmo vale para o período sem o lesionado Jokic: os Nuggets atropelaram os times fracos, o que merece elogios, mas quando a sequência contra os times de elite começou em fevereiro, a situação ficou feia.
Para ser justo, apenas duas vitórias contra o San Antonio encheram os olhos: 136 a 131 em março e 136 a 134 (na prorrogação) no início de abril. O último jogo da temporada regular nem conta, já que ninguém do time titular entrou em quadra.
E é justamente para o San Antonio que o time de Jokic parece ser a kryptonita. Por causa do próprio Nikola, que continuou fazendo suas mágicas mesmo com a marcação do Victor. Por causa da experiência, inclusive o peso de já terem sido campeões. Pela habilidade de decidir no clutch — embora, espera aí, isso seja questionável agora. Mas foi justamente contra os Spurs que o time do Colorado levou a melhor nos finais de jogo.
O problema é que eles teriam que enfrentar os Spurs na segunda rodada — isso se passarem pelo Minnesota. E depois, bater o Oklahoma na final de conferência? Difícil. As três derrotas para os atuais campeões na temporada regular (desconsiderando o penúltimo jogo da temporada) servem de prova.
Os outros times da Conferência Oeste parecem ter ainda mais vulnerabilidades, sobre as quais daria para escrever mais umas 10 páginas, mas para quê? Já analisamos os três principais favoritos do Oeste, e no Leste, parece que todos os times estão "pela metade", com pontos fracos evidentes...
Em que apostar nos Playoffs da NBA 2025/26
Do que foi dito acima, já surge uma das principais apostas para os playoffs de 2026:
A odd, claro, não é das mais altas, mas parece uma aposta bem segura. Com um Oklahoma tão poderoso, o salto de qualidade dos Spurs e a experiência de Denver — com toda a genialidade sérvia de Jokic —, parece que os times do Leste não têm muita chance.
Mas o que há de errado com eles?
O Detroit tem uma defesa brilhante, mas sofre com a falta de uma segunda opção confiável e, principalmente, com o arremesso de fora. No quinteto titular, há dois jogadores que praticamente não chutam de três: o pivô Jalen Duren e Ausar Thompson — um dos melhores defensores da temporada, mas extremamente limitado no ataque. No fim das contas, fica mais fácil para os adversários "trancarem" o ataque dos Pistons.
O Boston fez uma temporada excelente, sendo a grande surpresa do campeonato, mas um aviso: o elenco conta com muitos jogadores sem experiência de playoffs. É o caso de Neemias Queta, Baylor Scheierman, Sam Hauser (que sempre foi coadjuvante no pós-temporada) e o calouro Hugo González… Enfim, basicamente todo mundo que não se chama Pritchard, White, Brown ou Tatum (que vem de uma lesão grave).
Nos Knicks, tem o Josh Hart que não arremessa de fora, o que vai permitir que caras como Wembanyama e Holmgren fiquem na sobra cobrindo garrafão o tempo todo. Além disso, eles contam com o instável Karl-Anthony Towns e um histórico de "amarelar" em momentos decisivos.
Quem parece estar mais pronto é o Cleveland, mas o elenco é cheio de chokers. O principal é James Harden, que com certeza vai sumir em um jogo 6 ou 7 da segunda rodada — ou da final de conferência. Já Donovan Mitchell nunca conquistou nada de relevante nos playoffs, e tudo isso me cheira mal.
Por outro lado, dá para ir seco na classificação desses quatro times para a segunda rodada — os adversários da primeira fase parecem bem mais fracos e não devem ser um problema. A odd mais atrativa até agora é a do New York.
A exceção pode ser o Philadelphia, caso Embiid se recupere rápido da apendicite — embora, mesmo com ele em quadra, o nível defensivo atual do Joel e seu histórico de saúde deixem dúvidas contra um time físico como o de Boston.
Mas depois disso... o cenário fica nebuloso.
Grosso modo, qualquer equipe do Top 4 do Leste pode vencer a outra em uma série. Uma projeção razoável para quem chega às Finais da NBA por essa conferência seria:
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Boston, Detroit, Cleveland e New York — 24% de chance para cada (o que equivale a uma odd na casa de 4.00);
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Todo o resto — 1% de chance. Falando sério, quem acredita em Toronto ou Atlanta nas Finais da NBA?
Já os bookmakers pensam de um jeito um pouco diferente:
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Equipe |
Odd para chegar à final |
|
Boston |
2.33
|
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Cleveland |
3.70
|
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Detroit |
5.99
|
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Knicks |
6.61
|
Com esse cenário, as odds mais altas de Pistons e Knicks parecem ter valor, enquanto os Cavs são os que mais se aproximam da cotação "justa" entre os quatro.
Além do título do OKC, a odd mais alta que realmente chama a atenção é para o total de jogos na série entre Denver e Minnesota: Mais de 5.5 jogos, com odd de
1.38
Dois anos atrás, essas equipes deram um show com uma série de sete jogos na segunda rodada e, no geral, não mudaram tanto de lá para cá. Os Wolves talvez tenham ficado um pouco mais fracos após a saída de Nickeil Alexander-Walker, mas a defesa de Denver na segunda metade da temporada está de "dar vergonha alheia" nos torcedores.
É difícil botar muita fé nos Wolves, mas em dias inspirados eles conseguem bater de frente com qualquer um. Nos playoffs, obviamente, eles não vão relaxar — o que foi um grande problema para eles na última temporada regular —, então têm total capacidade de roubar pelo menos uns dois jogos desse time dos Nuggets.
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