Forma e escalação da seleção do Irã
O Irã chega à estreia da Copa do Mundo como uma das seleções mais disciplinadas da Ásia. A equipe comandada por Amir Ghalenoei venceu com autoridade o seu grupo nas Eliminatórias: sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com saldo de gols de 19 a 8. Nos amistosos preparatórios em Antália, o Irã também se mostrou muito consistente: três vitórias e uma derrota, com 11 gols marcados e três sofridos.
O estilo de jogo é bem definido. O Irã não precisa de muita posse de bola para ser perigoso. A equipe se posiciona de forma compacta quando não tem a bola, fecha os espaços pelo meio e busca rapidamente Mehdi Taremi com passes verticais. Pelos lados do campo, Alireza Jahanbakhsh e Mohammad Mohebi dão velocidade à equipe, enquanto as jogadas de bola parada continuam sendo uma arma importante devido à estatura dos defensores.
Há um detalhe importante sobre o aspecto físico. Os jogadores se apresentaram em boas condições, mas parte do elenco que atua na liga nacional ficou um longo período sem ritmo competitivo ideal por falta de jogos oficiais. Por isso, a partida de estreia contra a Nova Zelândia é crucial para o Irã não apenas pelos três pontos, mas também para que o time ganhe ritmo antes dos confrontos contra Bélgica e Egito. O Irã nunca passou da fase de grupos em uma Copa do Mundo, mas o novo formato com a fase de 16 avos de final torna esse objetivo muito mais viável.
Números importantes:
O Irã venceu três dos seus últimos quatro amistosos preparatórios.
Sete vitórias em dez jogos na fase final das Eliminatórias.
19 gols marcados e oito sofridos na fase de grupos das Eliminatórias.
Escalação provável (4-2-3-1): Alireza Beiranvand — Saleh Hardani, Shojae Khalilzadeh, Hossein Kanaani, Milad Mohammadi — Saeid Ezatolahi, Saman Ghoddos — Alireza Jahanbakhsh, Mehdi Ghayedi, Mohammad Mohebi — Mehdi Taremi.
Desfalques: Sardar Azmoun ficou de fora da convocação.
Forma e escalação da seleção da Nova Zelândia
A Nova Zelândia garantiu vaga no torneio como a seleção mais forte da Oceania, mas a preparação para a Copa do Mundo foi um tanto instável. Nos amistosos após a classificação, a equipe comandada por Darren Bazeley raramente conseguiu manter o nível contra adversários de maior escalão: empatou com a Noruega (1 a 1), perdeu para a Finlândia (0 a 2), goleou o Chile (4 a 1), mas depois sofreu uma dura derrota para o Haiti (0 a 4) e perdeu para a Inglaterra (0 a 1).
O perfil de jogo da Nova Zelândia se tornou um pouco mais amplo do que apenas cruzar bolas para Chris Wood. Bazeley tenta propor o jogo através do controle da posse de bola, mas, contra adversários mais fortes, a equipe frequentemente acaba recorrendo a ligações diretas, disputas físicas, jogadas aéreas e rebotes perto da área adversária. Se a marcação conseguir anular Wood, o ataque neozelandês carece de opções de passe entre as linhas defensivas.
Uma das principais preocupações é a condição física das referências técnicas. Chris Wood se recuperou de uma cirurgia no joelho e está pronto para liderar o ataque, mas sua carga de minutos ainda precisará ser monitorada. Liberato Cacace também perdeu bastante tempo de treino devido a um problema na panturrilha, embora tenha retornado a tempo para o torneio e continue sendo a primeira opção na lateral esquerda. No papel, os principais jogadores estão disponíveis, mas o ritmo de jogo coletivo após as partidas contra Haiti e Inglaterra gera desconfiança.
Números importantes:
Apenas uma vitória nos últimos 11 jogos.
A Nova Zelândia não marcou gols em três das suas últimas quatro partidas.
A Nova Zelândia sofreu pelo menos dois gols em quatro dos seus últimos seis confrontos.
Escalação provável (4-3-3): Max Crocombe — Tim Payne, Finn Surman, Michael Boxall, Liberato Cacace — Joe Bell, Marko Stamenic, Sarpreet Singh — Elijah Just, Chris Wood, Matthew Garbett.
Desfalques: —.
Quem será o árbitro da partida
César Ramos (México)
Partidas – 7 (Jogos internacionais, 2025 - 2026);
Cartões amarelos por jogo (incluindo segundos amarelos) – 2,6;
Faltas por jogo – 23;
Jogos com cartão vermelho – 3 em 7;
Jogos com pênalti – 3 em 7.