Forma e escalação da Suécia
A caminhada da Suécia até o torneio foi bastante árdua. Na fase de grupos principal das eliminatórias, a equipe não venceu nenhuma partida, somando apenas dois pontos e garantindo uma segunda chance somente através da Nations League. Já na repescagem, os suecos ganharam nova vida sob o comando de Graham Potter: primeiro superaram a Ucrânia (3 a 1) e depois bateram a Polônia (3 a 2), com o gol da vitória marcado por Viktor Gyökeres aos 88 minutos. Ainda assim, não faltam preocupações antes da estreia: a derrota para a Noruega (3 a 1) e o empate com a Grécia (2 a 2) mostraram novamente que o ataque sueco é forte, mas a defesa concede espaço demais aos adversários.
Em termos de estilo de jogo, a Suécia depende muito da qualidade de seus atacantes. Gyökeres impõe força pelo centro, disputa cada jogada física e se posiciona muito bem na área. Alexander Isak oferece velocidade, jogo de um toque e movimentação entre os zagueiros, mas sua condição física continua sendo uma grande dúvida. Sua temporada no Liverpool foi inconstante: fratura na fíbula no inverno, retorno tardio e falta de ritmo de jogo. Lindelöf desfalcou a equipe contra a Grécia devido a um problema leve no pé, Elanga sofreu uma pancada no joelho e Gudmundsson ficou doente antes da estreia. Por isso, no papel, a Suécia parece poderosa, mas em termos de ritmo e equilíbrio coletivo ainda restam interrogações.
Números importantes:
• Ambas as equipes marcaram em todas as últimas seis partidas da Suécia.
• Nos últimos cinco jogos, a Suécia marcou 10 gols e sofreu nove.
• A Suécia sofreu gols em suas últimas 10 partidas consecutivas.
Provável escalação (3-4-1-2): Kristoffer Nordfeldt – Gustaf Lagerbielke, Isak Hien, Victor Nilsson Lindelöf – Alexander Bernhardsson, Jesper Karlström, Yasin Ayari, Elliot Stroud – Benjamin Nygren – Alexander Isak, Viktor Gyökeres.
Desfalques: Dejan Kulusevski (lesão no joelho) e Emil Holm (lesão muscular) estão fora da convocação. Gabriel Gudmundsson desfalcou a preparação por conta de uma doença e sua participação é incerta.
Forma e escalação da Tunísia
A Tunísia chega com uma bagagem diferente. Na qualificação, a equipe fez uma campanha quase perfeita na fase de grupos: nove vitórias, um empate, 22 gols marcados e nenhum sofrido. No entanto, é importante não superestimar essa sequência. O nível dos adversários foi inferior ao de uma Copa do Mundo, e os amistosos recentes já evidenciaram essa diferença. Sob o comando de Sabri Lamouchi, a Tunísia começou de forma cautelosa: vitória sobre o Haiti (1 a 0) e empate com o Canadá (0 a 0), mas depois vieram as derrotas para a Áustria (0 a 1) e a Bélgica (0 a 5).
O perfil de jogo é claro: a Tunísia evita se expor, fecha o meio-campo e aguarda o momento certo para sair pelas alas. Ellyes Skhiri conecta os setores e dá organização à equipe no meio de campo. Elias Achouri e Hannibal Mejbri são fundamentais para as transições rápidas, mas a finalização ainda é um problema. Após a goleada sofrida contra a Bélgica, o maior risco já não está apenas no ataque, mas em saber se a defesa resistirá à pressão de uma equipe com atacantes do nível de Isak e Gyökeres. Fisicamente não há desfalques confirmados, mas a troca de treinador e os testes duros contra Áustria e Bélgica deixam a estreia da Tunísia menos tranquila do que as estatísticas da eliminatória sugeriam.
Números importantes:
• A Tunísia não sofreu gols em nenhum dos 10 jogos das Eliminatórias.
• Nos últimos cinco jogos, a Tunísia marcou apenas dois gols e sofreu sete.
• Em cinco das últimas seis partidas, a aposta em Menos de 2,5 gols foi vencedora.
Provável escalação (4-2-3-1): Aymen Dahmen – Yan Valery, Montassar Talbi, Dylan Bronn, Ali Abdi – Ellyes Skhiri, Rani Khedira – Elias Achouri, Hannibal Mejbri, Anis Ben Slimane – Elias Saad.
Desfalques: não há lesões confirmadas. Ferjani Sassi e Yassine Meriah ficaram fora da lista por decisão da comissão técnica.