Fernandez entra em quadra diante de sua torcida e sabe que não terá outra oportunidade assim na temporada. Andreeva chegou ao Canadá após uma pausa de um mês e já no primeiro jogo mostrou que o descanso lhe fez bem. A canadense conta com a emoção de jogar em casa; a russa, com pernas descansadas e outro nível de jogo.
Andreeva é favorita aqui não por inércia. Quinta do mundo, campeã de Roland Garros em 2026 e quinta cabeça de chave. A estreia nas quadras de Toronto foi reveladora: ela atropelou Karolina Pliskova em menos de uma hora (6 a 0, 6 a 2), com 16 winners e nove erros não forçados, somando 56 pontos contra 28 da tcheca.
O descanso funcionou. Depois de Wimbledon, Mirra ficou mais de um mês sem disputar torneios e passou 11 dias sem sequer pegar na raquete. Voltou com fome: oito vitórias nos últimos 10 jogos, 39 na temporada de 2026.
Para Fernandez, a situação é mais complicada. Nesta temporada, a canadense tem 12 vitórias e 17 derrotas, nenhum título, e seu melhor resultado foram as quartas de final em Stuttgart, Estrasburgo e Madri. Em Washington, defendia o título e caiu já na segunda rodada para Alexandra Eala (2 a 6, 6 a 7), cedendo 63,3% dos pontos em seu segundo saque. A devolução de Andreeva não perdoa saques assim.
A vitória contundente sobre Renata Zarazua (6 a 2, 6 a 2) na rodada anterior não deve enganar: a mexicana não impõe o ritmo que Leylah enfrentará nesta partida. O retrospecto direto confirma isso. Andreeva lidera por 2 a 1 e, em Madri em 2026, venceu o jogo em dois sets (7 a 6, 6 a 3). Mesmo quando a canadense levou o primeiro set ao tie-break, já não teve forças para o segundo.
Mirra é superior em velocidade, na devolução e na profundidade dos golpes, e vem definindo partidas assim rapidamente e sem sustos. Vamos de placar exato de 2 a 0 em sets.