No Minnesota, os pontos costumam ser bem distribuídos por toda a rotação: 5 ou 6 jogadoras podem terminar a partida com dois dígitos. No Las Vegas, tudo depende muito mais de A'ja Wilson, que marca quase 26 pontos por jogo. São estilos de basquete diferentes, mas a eficiência geral das equipes é parecida. Por isso, a vantagem de 5,5 pontos aqui parece bastante alta.
Minnesota Lynx
25 vitórias e sete derrotas é a melhor campanha da liga. O Lynx marca 92,7 pontos por jogo, o segundo melhor índice, e sofre 83,4, o terceiro. De 6 de julho a 2 de agosto, a equipe venceu dez partidas consecutivas.
Mas há uma ressalva. A maior parte das vitórias largas do Minnesota veio contra adversários mais fracos: Toronto, Portland e Dallas foram derrotados por margens de 20 a 30 pontos. Contra equipes fortes em casa, a história é bem diferente: Atlanta (90 x 91), Chicago (79 x 86), Golden State (87 x 84), Washington (79 x 84), Connecticut (89 x 90), Indiana (108 x 100). Nesses jogos, ninguém dispara no placar. Em geral, a disputa segue até as últimas posses.
Las Vegas Aces
O Las Vegas tem uma particularidade curiosa: a equipe joga ainda melhor fora de casa do que em seus domínios. São 13 vitórias e quatro derrotas como visitante, contra nove vitórias e cinco derrotas em casa. Por isso, a viagem a Minnesota não parece ser uma grande desvantagem.
Becky Hammon estrutura muita coisa em torno de Wilson, e esse é justamente um estilo de basquete que se adapta bem a qualquer quadra. Em eficiência ofensiva, o Aces é o terceiro da liga e fica apenas cerca de um ponto por cem posses atrás do Minnesota. O ritmo também é praticamente igual: 79,7 posses contra 79,9. Portanto, não esperaria que os mandantes simplesmente dominassem as visitantes pela velocidade e profundidade do elenco.
O problema do Las Vegas é a defesa: 108,3 pontos sofridos a cada cem posses, o sexto pior índice. Daí vem a margem oferecida pelas casas de apostas ao Minnesota. Ainda assim, o Aces se sai bem nos finais de jogo: em 22 de julho, perdeu por um ponto em Washington; em 1º de agosto, por um ponto em Chicago; e em 6 de agosto, levou o jogo contra o Indiana para a prorrogação e venceu (86 x 84).
Palpite
Em 14 de junho, essas equipes já fizeram uma partida equilibrada, vencida pelo Las Vegas (100 x 97). Foram três pontos de diferença, e espero um roteiro parecido novamente. O Minnesota pode muito bem começar melhor e vencer o primeiro tempo. Mas o Las Vegas conta com Wilson e um ataque capaz de não deixar o adversário abrir grande vantagem. O principal ponto negativo das visitantes é o calendário: esta será a terceira partida fora de casa em seis dias. Todo o restante aponta para um fim de jogo apertado.
Com a prorrogação incluída, a margem de 5,5 pontos parece especialmente útil. Se as equipes chegarem aos cinco minutos extras, o tempo regulamentar já terá terminado empatado. Por isso, fico com o Las Vegas Aces com handicap (+5,5), incluindo prorrogação.