É muito fácil olhar a tabela e partir logo para um handicap negativo do Minnesota. Eu não teria tanta pressa. Sim, as mandantes são mais fortes em quase todos os indicadores básicos, mas justamente contra o Dallas dois dos três jogos da temporada foram equilibrados: (90 a 86), (100 a 76) e (85 a 77). Houve uma goleada. Mas, em duas ocasiões, as Wings não deixaram a favorita fechar o jogo com tranquilidade.
Minnesota Lynx
A campanha (26–7) é a melhor da liga. E não é uma equipe que vive apenas da defesa: antes da partida contra o Las Vegas, as Lynx estavam em segundo lugar na WNBA tanto em rating ofensivo quanto defensivo. Napheesa Collier voltou após cirurgias nos dois tornozelos e rapidamente recuperou a forma — agora tem média de 19,3 pontos por jogo e marcou 22 contra as Aces. Olivia Miles não parece nem um pouco uma novata: são 20,0 pontos e 5,8 assistências por partida; no sábado, fez 26 pontos contra Las Vegas. Mas não gosto da tabela aqui. No sábado, Minnesota enfrentou as Aces e venceu (98 a 87), e pouco mais de um dia depois volta à quadra. Isso pode nem ser sentido no primeiro tempo. Mais perto do fim, porém, a conversa é outra: no segundo dia consecutivo fica mais difícil manter o mesmo ritmo na defesa e garantir os rebotes com a mesma segurança.
Dallas Wings
As visitantes atravessam uma fase ruim: quatro derrotas em cinco jogos. A última foi especialmente incômoda — (76 a 94) para o Golden State. Portanto, não faz sentido fingir que Dallas está bem. Mas o handicap (+6,5) não exige que a equipe seja melhor que Minnesota. Paige Bueckers tem médias de 20,0 pontos e 5,7 assistências. Azzi Fudd acrescenta outros 13,1 pontos, embora tenha desfalcado a partida contra o Golden State por dor no joelho direito. O principal é outro: Dallas já mostrou que é capaz de levar as Lynx até o fim do jogo. Em maio, as Wings marcaram 86 pontos e perderam por quatro; no fim de junho, fizeram 77 e foram derrotadas por oito. Sim, também houve uma diferença de 24 pontos. Mas isso é mais um lembrete de que a aposta não é garantida do que um motivo para descartar o handicap positivo.
Palpite
Espero que Minnesota volte a vencer. A questão é a que custo. As mandantes são mais fortes, jogam em casa e contam com Collier e Miles, por isso não dá vontade de apostar contra a vitória delas. Mas exigir uma vantagem confortável no segundo dia consecutivo já é demais. Basta Dallas se manter próximo no placar e não desabar em algum trecho da partida, como aconteceu na goleada de junho. Na linha atual, uma margem de seis pontos e meio parece viável.