Marta Kostyuk
As duas tenistas já se enfrentaram duas vezes nesta temporada, e em ambas Kostyuk levou a melhor, incluindo a recente final do WTA 1000 de Madri.
A ucraniana de 23 anos faz uma temporada de enorme sucesso. Atualmente, ela ostenta uma sequência de 16 vitórias consecutivas no saibro, com títulos conquistados em Rouen e Madri. Esta é a primeira vez em sua carreira que ela alcança a semifinal de um Grand Slam.
Em Paris, Marta vem atuando em altíssimo nível: nas oitavas de final, surpreendeu a tetracampeã do torneio, Iga Swiatek (7 a 5 e 6 a 1), e nas quartas superou Elina Svitolina (6 a 3, 2 a 6 e 6 a 2). O grande trunfo de Kostyuk no saibro é seu rendimento impressionante na devolução de saque. Nesta temporada, ela venceu 58% dos games no serviço das adversárias, a segunda melhor marca do circuito WTA.
Seu saque às vezes oscila, mas ela compensa isso com excelente movimentação, resistência e agressividade do fundo de quadra. Em suas duas últimas partidas, ela conseguiu 12 quebras de serviço.
Mira Andreeva
Apesar da pouca idade, a jovem Andreeva, de 19 anos, já se consolidou no topo do ranking mundial. Este ano, ela demonstra consistência em todas as superfícies, tendo conquistado títulos na quadra dura de Adelaide e no saibro de Linz. Especificamente na terra batida, ela venceu 20 de suas 23 partidas em 2026, sofrendo derrotas apenas para jogadoras do primeiro escalão — Elena Rybakina, Coco Gauff e Marta Kostyuk.
Sua caminhada até a semifinal em Paris foi contundente: ela perdeu apenas um set, logo na estreia contra Marina Bassols Ribera, enquanto nas quartas de final atropelou a experiente Sorana Cirstea (6 a 0 e 6 a 3) em apenas 56 minutos. No entanto, cabe ressaltar que ela teve um caminho relativamente tranquilo até as quartas de final.
Andreeva exibe grande maturidade tática e se destaca em trocas de bola longas, mas seu forehand ocasionalmente apresenta instabilidade. O principal ponto fraco da jovem russa é o lado psicológico. Sob a pressão de adversárias de alto nível, ela muitas vezes não consegue controlar as emoções e acaba cometendo muitos erros não forçados.
Marta Kostyuk x Mira Andreeva: prognóstico
As casas de apostas avaliam as chances das tenistas de forma equilibrada, mas apontam Marta Kostyuk com um ligeiro favoritismo. Diante das circunstâncias atuais, esse desfecho parece o mais provável.
Atualmente, Kostyuk é uma oponente taticamente muito desconfortável para Andreeva. Em Brisbane e na final de Madri, Marta venceu em sets diretos, agredindo desde o início na devolução. Em Madri, mostrou enorme eficiência, aproveitando todos os quatro break points que teve e pressionando constantemente a russa, que sofre com a instabilidade no forehand.
A quadra lenta de Paris exige grande qualidade na devolução de saque, e os números jogam a favor de Kostyuk (58% de games vencidos no serviço das oponentes contra 42,7% de Andreeva). Além disso, as vitórias sobre Swiatek e Svitolina elevaram consideravelmente a confiança de Marta.
Diante da enorme pressão de uma semifinal de Grand Slam, Andreeva pode sofrer com o fator emocional e começar a cometer erros sob o ritmo agressivo imposto por Kostyuk. Em excelente forma, a ucraniana tem ótimas chances de estender sua sequência vitoriosa para 18 partidas e garantir vaga em sua primeira final deste nível.