Las Vegas está acima na tabela, joga em casa e chega para a partida após uma vitória convincente. Mas há um detalhe incômodo: o time de Becky Hammon perdeu os dois confrontos contra New York nesta temporada. Primeiro em casa (76 a 87), depois na final da Copa da Comissária (85 a 93). Para o favorito, isso já não é um episódio isolado.
Las Vegas Aces
As Aces conseguem dominar o adversário com um único período forte. No jogo passado, abriram vantagem logo de cara contra Portland e administraram a vitória com tranquilidade (98 a 83): A'ja Wilson marcou 28 pontos e pegou 14 rebotes, enquanto Jackie Young acrescentou 25. Quando essa dupla encontra boas posições, a defesa adversária se desorganiza rapidamente. O problema é outro. Antes da pausa, Las Vegas perdeu duas vezes em três partidas, incluindo a goleada sofrida para Indiana (75 a 109) e a derrota para Washington (99 a 100). Se a defesa não entra ligada desde o início, a qualidade das líderes pode não bastar.
New York Liberty
New York está longe de viver seu melhor momento, mas voltou a vencer partidas equilibradas no fim. As três vitórias mais recentes foram por um, um e quatro pontos. Não é uma sequência que intimide os adversários, mas para o handicap (+5,5) ela vale mais do que goleadas bonitas. Contra Los Angeles, Breanna Stewart marcou 29 pontos e distribuiu sete assistências, enquanto Sabrina Ionescu somou 27 e converteu cinco bolas de três. O Liberty tem quem possa assumir a posse sob pressão e não entregar o jogo em uma decisão ruim.
Palpite
Las Vegas tentará acelerar o jogo e atacar o garrafão com Wilson. New York responderá com um ataque espaçado, pick-and-roll e arremessos de longa distância de Ionescu. As visitantes podem perder a batalha dos rebotes ou uma quarta específica, mas a margem de cinco pontos permite esse tipo de queda. Os dois confrontos diretos já mostraram que o Liberty não apenas se mantém próximo, como sabe desmontar por completo o roteiro favorável às Aces.
Mesmo que as mandantes deem o troco, este confronto é equilibrado demais para conceder a elas uma vantagem de seis pontos de saída.