Kennedy Nzechukwu
Os braços de Kennedy são 12 centímetros mais longos, então, como sempre, ele apostará nessa vantagem. O americano tentará castigar Shamil com golpes retos para mantê-lo o mais distante possível. Nzechukwu também será ajudado por chutes no corpo. Com eles, pode desacelerar Gaziev e prejudicar um pouco seu condicionamento. O principal para o americano é não ceder a perna ao adversário nem ficar perto demais dele. Kennedy buscará o nocaute, pois, caso contrário, ele próprio corre o risco de perder antes do fim.
Shamil Gaziev
Shamil castigará o adversário pouco ágil com ganchos rápidos para abrir vantagem nos pontos ou levá-lo ao knockdown. Ele tentará nocautear o rival imediatamente se este começar a absorver golpes demais. Gaziev ameaçará constantemente com quedas e, em algum momento, fará uma entrada nas pernas. No chão, a tática seguirá a mesma: deixar o mínimo de espaço ao adversário e conectar o maior número possível de golpes. Shamil terá vantagem de velocidade e, se souber aproveitá-la, o público verá um desfecho rápido.
Palpite
Kennedy tem uma trocação razoável, que pode ser muito perigosa considerando a envergadura de seus membros. Shamil também não é um peso-pesado acostumado a levar lutas até a decisão: no UFC, ele tem cinco vitórias por interrupção em seis combates. A pressão de Gaziev será um problema estilístico para Nzechukwu, que está acostumado a castigar os adversários de longe e procurar brechas em suas defesas. Espera-se uma luta tensa, cheia de trocas a curta e média distância. Certamente, o combate terminará, se não no primeiro round, logo no início do segundo. Esses pesos-pesados têm poder de nocaute e sabem que cada minuto extra no octógono representa um risco real. É difícil apontar um favorito nesse confronto, mas a aposta no total abaixo parece a melhor opção.