O brasileiro poderia ter ido além das quartas de final em Paris? Não. Jakub Mensik, que compete no circuito profissional há menos de cinco anos, também atingiu o seu ápice neste Roland Garros. João Fonseca é capaz de atropelar qualquer um com seu forehand (foi assim que Novak Djokovic foi eliminado), mas o tcheco não sofreu tanto. Ele próprio respondia ao sul-americano na mesma moeda, direcionando as bolas com precisão para o lado aberto da quadra. João alcançou resultados positivos também graças à sua resiliência: nesta temporada, ele tem 42% de aproveitamento em break points convertidos e, na comparação com Mensik, ele também se saiu melhor (40% contra 21%), sem ceder seu próprio serviço.
Yannick Hanfmann ocupa a 59ª posição do ranking, mas por algum motivo não o vemos nas fases decisivas dos grandes torneios. Na verdade, o alemão já tem 34 anos e passou a maior parte da carreira fora do top 60. Mais especificamente, na segunda centena ou abaixo disso. A segunda metade da temporada de 2023 e o período de inverno-primavera de 2024 podem ser considerados relativamente bem-sucedidos para ele, somando praticamente 12 meses. Naquela época, Hanfmann chegou a entrar no top 50. Atualmente, ele é o número 59. Sua ascensão no ranking este ano se deve à final em Santiago, no torneio ATP 250, onde perdeu após uma batalha acirrada para Luciano Darderi (6 a 7, 5 a 7).
Yannick Hanfmann não está muito atrás do brasileiro nesta temporada em termos de break points convertidos (35%), mas o aspecto em que ele certamente sairá perdendo é a velocidade. O impacto da idade pôde ser visto no exemplo de Novak, embora o sérvio tenha tido aquela grande atuação. O alemão não é tão versátil em comparação ao vencedor de todos os Grand Slams da carreira: João Fonseca deve vencer com pelo menos uma pequena vantagem de games.
