Japão
Os japoneses passaram pela fase de grupos sem derrotas: 12 vitórias em 12 jogos. A equipe joga em uma velocidade acima da maior parte dos rivais: o saque pesado desmonta a recepção, o ataque passa pelo meio e, nas pontas, Ran Takahashi e Yuki Ishikawa costumam resolver. Quando o Japão encaixa o ritmo, o adversário começa a chegar atrasado em todos os setores.
Ainda assim, o time não é imune a problemas. Em 12 partidas, os japoneses perderam 15 sets e foram ao tie-break seis vezes. Em junho, a China também arrancou um set: o Japão venceu por 3 a 1, e as equipes somaram 186 pontos. Só que, naquela ocasião, os japoneses entraram em quadra cerca de 20 horas depois de um jogo de cinco sets contra a Polônia. Agora houve uma pausa completa, os líderes descansaram, e a seleção tem pela frente a chance de conquistar o ouro da Liga das Nações pela primeira vez.
China
A China tem uma vitória em 12 partidas e quatro pontos. A equipe chegou ao Final Eight não pelos resultados, mas por ser a anfitriã da fase decisiva. A tabela mostra um cenário bem ruim: 18º lugar e sets em 10 a 33. O maior problema é a recepção. Diante de um bom saque, os chineses se afastam da rede, o primeiro tempo desaparece e o ataque fica previsível.
Os Estados Unidos expuseram exatamente isso na terceira semana: vitória sem sustos por 3 a 0, com parciais de 25 a 19, 25 a 13 e 25 a 20, totalizando apenas 127 pontos. A China pode responder com bloqueio e altura. Zhang Zhejia fez 18 pontos no duelo de junho contra o Japão. Mas um central sozinho não resolve quando a bola precisa ser atacada o tempo todo depois de uma recepção ruim.
Palpite
A torcida vai empurrar a China, e os mandantes devem criar alguns trechos incômodos. Ainda assim, a diferença entre as seleções é grande demais. Desde os primeiros ralis, o Japão deve forçar o saque, tirar o rival da rede e impedir que o ataque rápido ganhe velocidade.
Placares viáveis aqui passam por margens de quatro a seis pontos, como 25 a 19, 25 a 20 e 25 a 21. No total, seriam 135 pontos. A aposta se apoia na ideia de que o melhor time da fase de grupos precisa fechar sem muita complicação contra a pior equipe da liga. Os Estados Unidos já mostraram como a China desmorona rápido sob pressão no saque. O Japão também sabe pressionar nesse nível.