Felix Auger-Aliassime
O canadense faz um torneio de altos e baixos, mas de muito sucesso. No passado, suas principais conquistas foram em quadras duras e na grama, mas esta edição de Roland Garros já marca sua melhor campanha em um Grand Slam de saibro. As rodadas iniciais não foram fáceis. Ele disputou uma partida desgastante de cinco sets contra Daniel Altmaier (4 a 6, 6 a 4, 4 a 6, 6 a 1, 7 a 6) e também cedeu sets para Roman Andres Burruchaga e Brandon Nakashima. Contudo, à medida que o torneio avançou, seu nível de jogo claramente subiu. Nas oitavas de final, ele superou Alejandro Tabilo com autoridade (6 a 3, 7 a 5, 6 a 1), fechando a partida sem maiores sustos. Suas principais armas continuam as mesmas: um saque potente e um forehand bastante agressivo. Nesta temporada, ele já soma mais de 250 aces e costuma conseguir muitos pontos rápidos com seu primeiro serviço.
Flavio Cobolli
O italiano há muito tempo é apontado como uma das grandes promessas da nova geração no saibro. Durante a primavera europeia, alcançou a final em Munique e as quartas de final em Madri, e em Paris vem apresentando um tênis de alto nível. Até as oitavas de final, ele quase não teve problemas sérios, derrotando com tranquilidade Andrea Pellegrino, Yibing Wu e Learner Tien em sets diretos. Apenas contra Zachary Svajda ele precisou trabalhar duro, vencendo em quatro sets (6 a 2, 6 a 3, 6 a 7, 7 a 6). O tenista da Itália é tradicionalmente perigoso no saibro graças à sua consistência no fundo de quadra e à capacidade de construir ralis longos. No último ano, figurou entre os melhores do circuito em aproveitamento na devolução de segundo serviço, vencendo mais da metade desses pontos. Ainda assim, ele tem visivelmente menos experiência em partidas decisivas nesta reta final de Grand Slams em comparação a Auger-Aliassime.
Palpite Felix Auger-Aliassime x Flavio Cobolli
À primeira vista, o saibro lento de Paris deve favorecer Cobolli. O italiano se sente mais confortável em trocas de bola longas e seu estilo de jogo se adapta melhor a essa superfície. No entanto, existem vários fatores que jogam a favor do canadense. Primeiramente, ele apresentou uma clara evolução ao longo do torneio. Enquanto nas primeiras rodadas cometia muitos erros (média de 53 erros não forçados por jogo), diante de Alejandro Tabilo ele se mostrou muito mais sólido (apenas 31). Em segundo lugar, seu saque pode ser um fator decisivo mesmo em uma quadra lenta, como provam seus 48 aces em quatro partidas neste torneio. O fator experiência é igualmente crucial. Para o canadense, esta já é a sua quinta participação em quartas de final de Grand Slam. Ele já disputou semifinais em duas oportunidades e sabe muito bem lidar com a pressão dessa fase. Para o italiano, confrontos deste calibre ainda são raridade. Esperamos um duelo equilibrado e com muitos games longos, mas acreditamos que a categoria e a bagagem do canadense farão a diferença nos pontos decisivos.


