Eslovênia
Jogando sob seus domínios, os eslovenos realmente vivem um grande momento. Venceram o Canadá (3 a 1), depois superaram uma batalha de cinco sets contra a Bulgária (3 a 2) e, antes disso, já haviam batido a Polônia (3 a 2). Não se trata de uma fase passageira. Na Arena Stozice, a Eslovênia saca com muito mais agressividade, busca bolas quase impossíveis na defesa e se comporta como uma equipe empurrada pela torcida, que faz a diferença nos pontos decisivos.
Eles contam com nomes importantes para sustentar esse ritmo. Nik Mujanovic brilhou com 37 pontos contra a Polônia, Jan Kozamernik domina o centro da rede e Gregor Ropret comanda o sistema ofensivo com extrema lucidez. Tine Urnaut agrega uma valiosa dose de experiência. Ainda assim, há um ponto fraco evidente: se o adversário pressionar agressivamente no saque, a recepção eslovena costuma oscilar. Sem um passe de qualidade, o ataque deles se torna previsível e facilita a vida do bloqueio adversário.
Brasil
O Brasil atravessa um momento delicado, mas não há motivos para desespero como se a equipe estivesse sem rumo. Duas derrotas seguidas doem, sem dúvida, principalmente após um início avassalador de 4 a 0. Contudo, em termos de qualidade técnica e profundidade de elenco, a seleção brasileira continua sendo uma potência capaz de retomar o controle do jogo por meio de saques potentes, bloqueios eficientes e um ataque de força.
A principal arma ofensiva atende pelo nome de Darlan. Com 89 pontos anotados na Liga das Nações, ele surge como a bola de segurança do Brasil nos momentos decisivos de cada set. Embora não ostente o posto de maior pontuador da competição como em outros momentos, é ele quem oferece a solução mais confiável nas situações de pressão. O levantador Fernando Cachopa também desempenha papel crucial: quando a recepção funciona, ele acelera a distribuição de jogo e impede que o bloqueio adversário se monte com facilidade.
Prognóstico
A Eslovênia certamente vai vender caro a derrota. Disso ninguém duvida. Atuando em casa, embalada por grandes triunfos e com o ginásio pulsando, a equipe não vai facilitar as coisas. Além disso, a tabela atual joga contra o Brasil: os eslovenos aparecem acima e a seleção brasileira, após dois tropeços consecutivos, perdeu aquela aura de imbatível.
Mas é exatamente por esse cenário que a aposta na vitória do Brasil ganha força. Após os tropeços contra Ucrânia e Itália, os comandados de Bernardinho entram em quadra com sede de reabilitação. No ano passado, na disputa pelo bronze da Liga das Nações, o Brasil levou a melhor sobre a Eslovênia por 3 a 1. Aquele confronto deixou claro que, se o saque brasileiro encaixar e o bloqueio funcionar nos pontos decisivos, os eslovenos sofrem para manter a intensidade ao longo de toda a partida.
Podemos esperar um jogo tenso e que muito bem pode ser decidido no tie-break. No entanto, considerando a maior categoria técnica geral, o poder de decisão de Darlan nos momentos agudos e o fator motivacional de um Brasil ferido por duas derrotas seguidas, fico com o triunfo brasileiro.
