Diego Lopes
Lopes é um jiu-jiteiro de origem, faixa-preta na modalidade, mas prefere atuar em pé em seus combates. Na maioria das vezes, o brasileiro aposta no boxe, pressionando os adversários de forma ativa, trabalhando bastante com sequências e desferindo joelhadas. Apesar de sua formação, Diego raramente recorre a quedas, mas se a luta vai para o chão, ele tenta imediatamente buscar uma finalização. Até mesmo Movsar Evloev esteve sob perigo de cair em uma chave de calcanhar (heel hook).
No próximo confronto, Lopes deve, como de costume, atuar principalmente na trocação. Como propositor de jogo, o brasileiro não costuma ser tão convincente, por isso buscará os contragolpes, atraindo o oponente para a curta distância e trocas francas. Lopes não tem medo de correr riscos e aceita de bom grado uma luta franca, confiando em sua velocidade e na precisão de suas mãos.
Steve Garcia
Garcia vem de uma sequência de cinco vitórias por nocaute ou finalização (via rápida). Nesse período, ele superou nomes como David Onama, Calvin Kattar e Melquizael Costa, deixando de ser um lutador mediano para se tornar um dos trocadores mais perigosos da categoria.
Estilisticamente, Steve é um kickboxer de origem, dono de um arsenal muito variado e com foco totalmente voltado para a trocação. Ele explora bastante os chutes baixos (low kicks) e golpes na linha de cintura, trabalha bem as joelhadas no clinch, leva perigo com seus uppercuts na média distância e busca constantemente colocar potência em seus golpes. Garcia prefere pressionar os adversários e impor um ritmo forte desde os primeiros minutos. Graças à maior envergadura da divisão — 191 centímetros —, ele atua com segurança na média e longa distância.
No combate que se aproxima, Garcia certamente tentará ditar o ritmo desde o início e manter o duelo em pé. O americano gosta de propor o jogo e exercer pressão. Sua principal tarefa será aproveitar a vantagem na envergadura para encontrar rapidamente uma brecha para conectar um golpe pesado nos rounds iniciais — ele conquistou 4 de seus 5 nocautes ainda no primeiro assalto.
Palpite
No início da luta, Garcia pode criar sérios problemas. O americano possui um poder de nocaute impressionante, gosta de ditar o ritmo e é extremamente perigoso nos assaltos iniciais. É justamente nesse período que Lopes precisará atuar com o máximo de cautela, evitando trocas de golpes desnecessárias.
Contudo, à medida que o confronto avançar, a vantagem deve passar gradualmente para o brasileiro. Lopes já provou mais de uma vez sua capacidade de competir com os melhores da divisão, enquanto Garcia apenas começa a se consolidar entre os principais nomes dos pesos-penas. Além disso, Diego se mostra um lutador mais versátil, capaz de oferecer perigo tanto em pé quanto no solo.
Garcia continua sendo um nocauteador perigoso e certamente buscará encerrar o combate pela via rápida. Apesar disso, a experiência de Lopes contra a elite da categoria, seu arsenal mais amplo e a superioridade no grappling devem fazer a diferença a favor do brasileiro. O cenário mais provável aponta para uma vitória de Lopes após um duelo competitivo e muito plástico.