China
A China terminou a primeira fase em nono lugar: seis vitórias, seis derrotas, 26 sets vencidos e 23 perdidos. Convenhamos, não são números de quem parece pronto para ser campeão. Ainda assim, é uma seleção que sabe sobreviver mesmo quando o jogo fica ruim. Contra os Estados Unidos, as chinesas foram superadas no ataque por 58 a 74, mas erraram menos, bloquearam melhor na rede e não desandaram nos momentos decisivos. Em Macau, o fator ginásio também pesa. Por isso, espero ao menos um set da China quase como obrigação: no saque, na defesa, nos ralis longos e naquele voleibol incômodo que tira a favorita do ritmo.
Turquia
Mesmo assim, fico com a vitória da Turquia. A diferença de repertório é maior, e isso aparece não só nos nomes. Na fase de grupos, as turcas venceram nove dos 12 jogos e, contra o Canadá, depois de um início fraco, não deixaram mais as adversárias entrarem na partida. Foram apenas 12 erros próprios, oito aces e nove bloqueios. Vargas marcou 27 pontos com 54% de aproveitamento. E é aí que começa o problema para a China: até dá para tentar limitar Vargas, mas ao lado dela estão Baladin, Gunes e Aydin. Segurar todas ao mesmo tempo durante quatro ou cinco sets é quase impossível.
Palpite
Ainda assim, não vejo uma vitória seca da Turquia. Em junho, a equipe já derrotou a China por 3 a 2, depois de buscar o jogo quando perdia por 1 a 2. Os dois confrontos diretos anteriores também foram para cinco sets. A China é uma adversária desconfortável para essa seleção: aguenta a pressão, defende bolas difíceis e quebra o ritmo habitual do jogo. Às vezes, isso faz a Turquia atuar com nervosismo demais, o que incomoda. Mas, nas finais de set, as turcas costumam levar vantagem com mais frequência. Portanto, meu cenário é simples: a China belisca pelo menos uma parcial, talvez até faça a favorita passar aperto, e depois a Turquia decide pela força ofensiva e pela profundidade do elenco.