China (F)
A principal história da segunda semana é justamente a China. Estrearam com um amargo 0 a 3 contra a República Tcheca, mas depois engataram uma sequência de cinco vitórias consecutivas: Tailândia, Sérvia, Polônia, Alemanha e França. Duas vitórias vieram no tie-break — superaram a Tailândia e a Alemanha por 3 a 2. Isso é importante para o mercado de totais: o jovem time comandado por Zhao Yong não se abate após passagens ruins. Zhuang Yushan já é a terceira maior pontuadora da Liga das Nações e marcou 20 pontos em três sets contra a França. Equipes assim raramente entregam o jogo de forma passiva.
Brasil (F)
O Brasil está com uma campanha de 6 a 0, mas não teve vida fácil. Duas das seis vitórias já vieram por meio do quinto set. As brasileiras superaram a Itália por 3 a 2 após deixarem escapar uma vantagem de 2 a 0 em sets. Contra a Bélgica, novamente precisaram buscar o resultado em uma reta final tensa — 3 a 2, com o set decisivo terminando em 15 a 13. Zé Roberto mantém um sistema de ataque e saque fortes, mas, ao longo de partidas longas, a recepção às vezes oscila. O adversário acaba tendo chances de voltar ao jogo se conseguir suportar a pressão inicial.
Palpite
O cenário se desenha para um confronto de altos e baixos. O Brasil é mais forte e deve garantir seus sets, mas a China não parece atualmente um time fácil de ser batido por 3 a 0. Duas estatísticas sustentam esta aposta: a China teve dois tie-breaks em seis jogos, e o Brasil também teve dois em seis. É melhor não dar tanto peso ao histórico recente de confrontos diretos: o Brasil leva vantagem, mas o momento atual da China é mais relevante. Minha escolha é o total de sets mais de 4,5. Há um risco: se a China sofrer outro apagão inicial, a partida pode terminar em quatro sets. No entanto, há um argumento técnico sólido para um quinto set aqui, e não apenas uma torcida pelo azarão.