Chicago Sky
No Chicago Sky, tudo gira em torno do sistema defensivo. Um ano atrás, o time estava na lanterna em eficiência na defesa, mas no início desta temporada surpreendeu ao entrar no top 5. No entanto, esse escudo já não parece tão sólido. A equipe foi derrotada pelo Atlanta (75 a 82) e depois concedeu 114 pontos para o Indiana na prorrogação (106 a 114) — uma carga muito pesada antes de encarar um ataque tão poderoso. E o pior: não contará com Rickea Jackson. Seus 22 pontos por jogo fazem muita falta no ataque, mas a perda vai além: ela também garantia a marcação no perímetro e aliviava a pressão sobre Diggins, Cloud e Cardoso. Agora, as três terão que carregar quase todo o piano sozinhas.
New York Liberty
Stewart soma 23 pontos por jogo, sendo a sétima maior pontuadora da liga, e ainda consegue ser um fator crucial na defesa: foram sete tocos contra o Washington, seu recorde pessoal. Jones contribuiu com 20 pontos no mesmo jogo, enquanto Sabally, após se recuperar de lesão, anotou 19 contra o Atlanta. É por isso que o Liberty é tão difícil de parar. Se uma das estrelas é neutralizada, a bola vai para a próxima de nível internacional. Nas últimas três partidas da temporada regular, as visitantes anotaram 86, 89 e 104 pontos. A linha de 88,5 pontos aqui não parece exagerada; está bem dentro da média padrão de atuação da equipe.
Palpite
O Liberty vai espaçar a quadra no perímetro e atacar as zonas onde, sem Jackson, o Chicago tem menos cobertura defensiva. Para que a aposta falhe, o Sky precisaria impor um ritmo extremamente cadenciado e perfeito, semelhante ao que o Washington fez na semifinal da Copa (86 a 64). Mas agora o cenário é outro e o adversário também. As visitantes contam com embalo, profundidade de elenco e um ataque que já reescreveu o recorde de início de temporada da liga. Já as mandantes vêm de duas falhas defensivas seguidas contra adversários de forte pressão ofensiva. Por isso, opto pelo total individual do New York Liberty acima de 88,5 pontos, incluindo a prorrogação.