Um confronto entre vizinhos da parte de baixo da tabela raramente parece tão importante para apenas um dos lados. O Chicago tem campanha de 9-18 e ainda mantém chances de se aproximar da briga por posições mais altas, enquanto o Connecticut, com 7-21, praticamente não pode emendar outra longa sequência de derrotas. A diferença entre as equipes é pequena, mas, neste momento, o caminho dos mandantes para a vitória é mais claro.
Chicago Sky
O Sky chega para o jogo após uma derrota frustrante para o New York (94 a 95). O resultado foi ruim, mas a atuação, não. A equipe marcou 94 pontos contra um dos elencos mais fortes da liga, e Sydney Taylor anotou 31 pontos. Mesmo sem Skylar Diggins e Azura Stevens, o Chicago tem jogadoras capazes de criar arremessos, enquanto Kamilla Cardoso dá aos mandantes sua principal vantagem: porte físico e rebotes perto da cesta.
Connecticut Sun
Os problemas do Sun são mais profundos. A equipe perdeu para Washington (84 a 92) e, agora, seguirá sem Brittney Griner e Aaliyah Edwards. Isso afeta imediatamente a proteção do garrafão, os rebotes e a capacidade de responder à força de Cardoso. O Connecticut pode se sustentar com Aneesah Morrow e Leila Lacan, mas uma rotação assim terá dificuldade para suportar o basquete físico dos mandantes durante toda a partida.
Palpite
Os confrontos diretos nesta temporada foram distintos: o Chicago venceu em casa (85 a 80), mas depois foi muito mal fora de casa (63 a 92). Por isso, não dá para se apoiar cegamente no retrospecto. Agora, o contexto do elenco é mais importante. As visitantes perderam duas jogadoras altas, enquanto as mandantes mantêm sua forma mais favorável de pressionar: por meio de Cardoso, dos rebotes e das segundas chances.
O Chicago não parece um favorito impecável, mas não precisa jogar de forma perfeita aqui. Basta dominar os rebotes, chegar mais vezes à linha de lance livre e não deixar o Sun levar a partida para um fim de jogo truncado. Com os desfalques atuais das visitantes, uma diferença de 5 a 6 pontos parece um cenário viável.