Chelsea e Tottenham passam por uma reformulação considerável antes da nova temporada e esperam compensar rapidamente o fracasso da anterior. Por enquanto, eles se enfrentarão apenas em um amistoso em campo neutro, em Sydney, na Austrália.
Chelsea
Os Blues, sob o comando de Xabi Alonso, estarão entre os candidatos, no mínimo, a uma vaga no pódio, apesar do 10º lugar na última temporada. Não será apenas a chegada do novo treinador que ajudará, mas também um calendário livre de competições europeias. Para brigar pelo título, é preciso contratar não jovens pensando no futuro e em uma futura venda, mas jogadores prontos, com ao menos algumas grandes temporadas no currículo. Por ora, a principal tarefa é reforçar o miolo da defesa, que sofre com falta de opções e qualidade. Claro que os torcedores não reclamam de 10 gols em 90 minutos, mas sofrer quatro gols do australiano Western Sydney Wanderers de uma vez não abona a defesa do Chelsea.
Tottenham
O Tottenham quase foi rebaixado à Championship na última temporada, algo que nunca havia acontecido com o clube em sua história. Roberto De Zerbi salvou a equipe em um período turbulento: o italiano não teve medo de arriscar sua reputação. Agora, em agradecimento, os Spurs gastam milhões de libras e se reforçam para evitar que o pesadelo se repita. As principais contratações foram feitas para o eixo central: para o meio-campo, Sandro Tonali e Mateus Fernandes foram contratados por quase 200 milhões de euros somados; para a linha defensiva, Jan Paul van Hecke. A contratação sem custos de Andrew Robertson não é menos valiosa.
Palpite
Ao contrário do Chelsea, o Tottenham não deixou as equipes locais da A-League marcarem muito. Ambos os jogos terminaram com menos gols: vitória sobre o Auckland por 2 a 0 e empate com o Sydney por 1 a 1. Não acredito que Alonso e De Zerbi vão dar um espetáculo, esquecendo a defesa. Na hora de escolher um vencedor, porém, fica claro que os Blues têm maior potencial ofensivo — aqueles mesmos seis gols contra o Western Sydney Wanderers — e, portanto, a vitória deve ficar, com alta probabilidade, com os mandantes nominais.
