Canadá
Os canadenses estão na parte de baixo da tabela: apenas uma vitória e seis derrotas. Mas a situação não é tão simples. Eles raramente desistem sem lutar. Contra a Eslovênia, conseguiram vencer um set; contra a Bulgária, chegaram a liderar por duas vezes em sets, mas acabaram perdendo no tie-break (25 a 27, 25 a 22, 21 a 25, 25 a 18, 15 a 11). Essa equipe tem persistência e capacidade de arrastar ralis difíceis, o suficiente para estragar uma noite tranquila para os favoritos. Esse é o principal risco para a aposta. Um único set perdido e o total individual do Brasil corre grande perigo.
Brasil
O problema do Brasil não está na qualidade técnica. Ela não desapareceu em três dias. O problema é outro: a equipe perdeu a leveza, passou a cometer mais erros de recepção e a oscilar nos momentos decisivos. Contra a Ucrânia e a Itália, ainda houve trechos de bom voleibol nos quais se apoiar. Diante da Eslovênia, quase nada funcionou. Para uma seleção desse nível, isso já é demais. Portanto, a reação deve ser imediata. No histórico geral de confrontos diretos, a vantagem brasileira é ampla: 23 vitórias contra cinco. Após uma semana tão complicada, o favorito não quer um jogo longo. Precisa resolver a questão rapidamente.
Prognóstico
O total individual do Brasil menos de 91,5 não é uma aposta contra o seu poder ofensivo. Pelo contrário, é um palpite em uma vitória em sets diretos do favorito. Com um placar de 3 a 0, o Brasil costuma ficar bem abaixo dessa linha, e mesmo um set mais disputado não compromete a margem de segurança. Por outro lado, caso o placar seja de 3 a 1, a aposta fica praticamente perdida, já que uma parcial a mais adiciona mais de 20 pontos à conta. O Canadá sabe incomodar, é inegável. No entanto, após três derrotas seguidas, o Brasil deve entrar focado desde o início, sem dar espaço para complicações ou sets arrastados.
