A terceira rodada do Aberto da Itália, em Roma, parece um compromisso rotineiro para Aryna Sabalenka. No entanto, a linha de handicap de games está bem mais ajustada: Sorana Cirstea já conquistou um título em casa em sua temporada de despedida, sente-se confortável em trocas longas no saibro e, no retrospecto direto, nunca perdeu para a bielorrussa por uma diferença superior a seis games. O palpite aqui não é para uma zebra, mas sim para um handicap positivo cauteloso com odds de 1.52.
Aryna Sabalenka
Ela ocupa a liderança do ranking da WTA e é a principal cabeça de chave do torneio. Sabalenka já soma três títulos nesta temporada: Brisbane, Indian Wells e Miami. A derrota para Hailey Baptiste em Madri foi apenas o seu segundo tropeço no ano, e sua trajetória em Roma começou com uma vitória sobre Barbora Krejcikova (6 a 2 e 6 a 3) em 84 minutos.
A bielorrussa aposta em um primeiro serviço potente, devoluções agressivas e pressão constante logo no primeiro golpe da troca de bolas. No saibro, sua potência continua sendo uma arma, mas a superfície amortece a bola, o que muitas vezes dá à adversária uma chance extra de defesa e melhores condições para manter o serviço.
Sorana Cirstea
Sorana Cirstea ocupa a 27ª posição no ranking da WTA e entra em Roma como a 26ª cabeça de chave. Esta é a sua temporada de despedida, mas suas performances não condizem com as de alguém que está encerrando a carreira: em fevereiro, ela conquistou o título em Cluj-Napoca e, em solo romano, estreou com uma vitória contundente sobre Tatjana Maria (6 a 2 e 6 a 0) em apenas 54 minutos.
A romena não joga de forma passiva, dependendo bastante do seu primeiro saque, entrando rapidamente nas trocas e utilizando um forehand sólido. Contra Sabalenka, sua principal tarefa será manter o serviço com regularidade e aproveitar janelas de oportunidade na devolução. Cirstea já anunciou que a temporada de 2026 será a última de sua carreira profissional.
Palpite para Aryna Sabalenka x Sorana Cirstea
A favorita é indiscutível, mas o handicap aqui não se trata de quem vencerá o jogo. O duelo se resume a saber se Cirstea conseguirá sustentar alguns bons games de serviço e evitar um colapso emocional após as primeiras quebras. O saibro de Roma favorece esse cenário: a bola viaja mais devagar, os golpes limpos da número 1 do mundo nem sempre encerram o ponto de imediato, e Cirstea ganha a chance de colocar mais uma bola em quadra.
Cirstea chega para este confronto em excelente forma. Contra Maria, ela não enfrentou nenhum break point, venceu 78% dos pontos com o primeiro saque e dominou 65% de todas as trocas de bola. O histórico entre as duas também mostra momentos de equilíbrio: todos os seis sets disputados anteriormente terminaram em 6 a 3 ou 6 a 4.
O handicap de +6,5 games com odds de 1.52 parece uma opção mais segura do que apostar em uma vitória esmagadora da favorita. Mesmo dois sets de 6 a 4 ou 6 a 3 seriam suficientes para a aposta ser vencedora. Seria necessária uma queda brusca no nível de Cirstea para o palpite falhar, e sua forma atual no saibro não indica esse desfecho.
O primeiro set costuma ser a fase mais forte de Cirstea. Ela entra em quadra descansada, começa as partidas de forma intensa e recentemente venceu a parcial de abertura contra Coco Gauff em Madri. A lógica permanece a mesma: início forte, alto aproveitamento de primeiro serviço e agressividade na devolução.
