Sabalenka vem apresentando resultados fenomenais no piso duro em 2026 (23 vitórias em 24 partidas e três títulos), enquanto Uchijima perde sistematicamente para tenistas do top 20 do ranking.
A bielorrussa de 28 anos vive uma temporada fenomenal no piso duro: são 23 vitórias e apenas uma derrota nessa superfície, final do Australian Open, além dos títulos em Brisbane, Indian Wells e Miami. Apesar de atuações irregulares no saibro e na grama, é no piso duro que Aryna não dá chances às adversárias. Sabalenka lidera o circuito em percentual de games vencidos no saque (82,5%). Seu saque potente e os ataques amplos na devolução permitem que ela tome a iniciativa de imediato e domine as trocas de bola.
Moyuka Uchijima ganhou bom ritmo na segunda metade do verão e chegou às quartas de final do challenger de Vancouver. Na chave principal de Toronto, Uchijima começou no qualifying, no qual derrotou a compatriota Himeno Sakatsume (6 x 2, 6 x 4), e superou a espanhola Cristina Bucșa (6 x 3, 6 x 4) na primeira rodada. Moyuka baseia seu jogo em contra-ataques e boa movimentação no fundo de quadra, mas suas bolas carecem de potência e profundidade. Contra tenistas agressivas, o tênis passivo da japonesa costuma falhar, como mostra o retrospecto de 1–12 diante de adversárias do top 20.
O único confronto entre as tenistas foi disputado nas quadras de saibro de Roland Garros, em 2024, e terminou com uma vitória tranquila de Aryna (6 x 2, 6 x 2). Desta vez, Sabalenka vai impor um ritmo altíssimo desde os primeiros games, obrigando Uchijima a se defender em uma posição recuada. Aryna vem fechando com segurança as rodadas iniciais no piso duro na temporada de 2026 (em três dos quatro torneios, abriu com uma diferença de seis ou mais games). A superioridade da bielorrussa na potência do primeiro saque e em qualidade técnica levará a uma vitória avassaladora.