Sabalenka avança na chave sem perder sets e como número 1 do mundo. Há nove dias, Alexandrova abandonou uma partida em Memphis e, aqui, vem superando as rodadas na raça. A diferença de ritmo entre as duas é maior do que a diferença no ranking.
Em 2026, Sabalenka vive de quadras duras. São 25 vitórias e uma derrota nessa superfície — nos últimos dez anos, apenas Serena Williams chegou mais rapidamente à marca de 25 triunfos na temporada. Brisbane, Indian Wells e Miami: três títulos, todos em piso rápido.
A bielorrussa passou pela primeira semana em Toronto sem resistência. Moyuka Uchijima — (6 x 3, 6 x 3); Shuai Zhang — (6 x 3, 6 x 4). Contra Zhang, ela não cedeu nenhum game em seu saque e venceu 81% dos pontos com o primeiro serviço. Partidas de 18 e 19 games: esse é o ritmo dela nesta semana.
A temporada de Alexandrova está desmoronando. São 13 vitórias e 18 derrotas, sete triunfos em quadras duras contra nove reveses, e a vitória sobre Camila Osorio foi apenas a segunda dela em torneios WTA 1000 durante todo o ano. Antes do Canadá, houve Memphis e a desistência no set decisivo.
Aqui, ela também vem se arrastando. Foram 15 duplas faltas contra uma adversária entre a 61ª e a 70ª posições do ranking, derrota no set inicial para Talia Gibson (5 x 7) e três horas e 40 minutos em quadra em duas rodadas — quase uma hora a mais do que Sabalenka.
O retrospecto direto parece equilibrado: 5 a 4 para Sabalenka, 2 a 2 em quadras duras. Mas é preciso olhar para o último duelo. Berlim, junho deste ano — (6 x 4, 6 x 4). Exatos 20 games, e Alexandrova estava então mais descansada e confiante do que hoje.
Sabalenka quebra o saque das adversárias cedo e quase não cede o próprio serviço. Contra a russa, que nesta semana comete duplas faltas aos montes, a partida tende a acabar rapidamente. A escolha é a vitória da bielorrussa em 20 games ou menos.