Em Genebra, teremos as quartas de final entre dois verdadeiros gigantes do circuito. O francês Arthur Rinderknech (1,96 m) tentará parar o cazaque Alexander Bublik (1,98 m). O histórico de confrontos diretos ainda favorece o francês (2 a 1), mas a sua única derrota ocorreu justamente no saibro.
Arthur Rinderknech
O francês vem fazendo uma temporada de saibro bastante discreta, com apenas cinco vitórias em nove partidas na atual temporada. O jogo de Arthur depende demais do primeiro serviço, ponto no qual ele vence sólidos 77,9% dos pontos. No saque, Rinderknech é regular (média de 9,1 aces por jogo no saibro), mas na devolução o desempenho deixa muito a desejar — apenas 18,9% de games vencidos no saque dos adversários. Na quadra lenta de Genebra, falta nitidamente agilidade ao francês na movimentação no fundo de quadra. Embora tenha passado por aqui por Tirante (6 a 4, 6 a 1) e Djere (4 a 6, 7 a 6, 6 a 1), o seu tropeço recente no Challenger de Bordeaux para Damm (4 a 6, 6 a 7) aponta para uma queda significativa de rendimento.
Alexander Bublik
Bublik acostumou a todos com o fato de que pode surpreender em qualquer superfície, mesmo quando deixa claro que não gosta muito dela. A temporada passada no saibro foi excelente para ele (23 vitórias, seis derrotas e três títulos), e este ano, após engrenar, Alexander volta a encontrar o seu ritmo. Em Roma, ele passou sem dificuldades por Baez (6 a 1, 6 a 2), mas depois perdeu para Tien (6 a 4, 3 a 6, 5 a 7). Em Genebra, estreou com sucesso ao passar por Butvilas (6 a 4, 6 a 3). Alexander confirma 78,8% dos seus games de serviço graças a um saque potentíssimo (cerca de 9,2 aces por jogo nesta temporada) e, ao contrário do francês, possui um vasto repertório técnico.
Palpite
O francês é muito previsível e tem pouquíssimas chances na devolução. Alexander atualmente está em um nível técnico superior e vive um momento de jogo mais consistente. É natural esperar que o cazaque consiga desestabilizar o adversário com variações de ritmo e garanta a vaga na semifinal.








