O cabeça de chave número 1 e tricampeão em Munique, Alexander Zverev, continua sua defesa de título. Pela frente, ele terá o canadense Gabriel Diallo. A diferença técnica e de especialidade no piso é evidente aqui, mas o desgaste de Zverev após Monte Carlo continua sendo o principal fator de incerteza.
Alexander Zverev
Alexander chegou a Munique com o status de principal favorito, mas a transição das condições de altitude de Monte Carlo para o saibro de casa não foi fácil. Em sua primeira partida, ele precisou se recuperar contra Miomir Kecmanovic (6 a 3, 3 a 6, 7 a 6) no tie-break decisivo. No entanto, na fase de oitavas de final, Zverev é praticamente impecável: venceu 12 das últimas 13 partidas nesta etapa. Contudo, em cinco dos últimos seis confrontos desta temporada, ele cedeu pelo menos um set aos seus adversários.
Gabriel Diallo
O canadense, que ocupa a 37ª posição do ranking, ainda não conseguiu encontrar seu melhor tênis no saibro nesta temporada. Diallo tem tido muitas dificuldades contra representantes do top 10: em toda a sua carreira, perdeu todos os 10 confrontos contra jogadores desse escalão. No saibro, neste mês, Gabriel já sofreu derrotas contundentes para Fonseca e Molcan, mas estreou com confiança em Barcelona. Em sua primeira partida, Gabriel superou o ucraniano Sachko (6 a 1, 6 a 2), apresentando números estatísticos sólidos: 72% de acerto e de pontos ganhos no primeiro serviço, além de anotar quatro aces.
Palpite
Os tenistas já se enfrentaram no início do ano no Australian Open e, naquela ocasião, Diallo só teve fôlego para um set, após o qual Zverev dominou completamente a quadra. Se na partida contra Kecmanovic, Sacha enfrentou um especialista no saibro, Diallo é um jogador de estilo completamente diferente, cujo padrão de 'saque e voleio' em uma superfície lenta costuma resultar em muitos erros não forçados. No entanto, Zverev não vive um momento perfeito e deve ceder alguns games ao canadense.

