Árbitros da Copa do Mundo 2026: lista completa, brasileiros e ausentes
Em 9 de abril de 2026, a FIFA divulgou a lista de árbitros convocados para a Copa do Mundo 2026. Ao todo, 170 oficiais de arbitragem representando seis confederações e 50 federações-membro farão parte da maior equipe de arbitragem da história dos Mundiais. O Brasil terá nove representantes — a maior delegação ao lado da Argentina.
Quem vai ganhar a Copa do Mundo 2026?
Abaixo, apresentamos a lista completa de árbitros da Copa 2026, os perfis dos principais nomes, as novidades na arbitragem e o papel de destaque dos brasileiros no torneio.
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Lista de árbitros da Copa do Mundo 2026
A Copa 2026 terá 104 jogos — 40 a mais do que no Catar — e isso exigiu um corpo de arbitragem sem precedentes. O comitê de arbitragem da FIFA, liderado por Pierluigi Collina (diretor-chefe de arbitragem) e Massimo Busacca (diretor de arbitragem), convocou 52 árbitros centrais, 88 assistentes e 30 oficiais de vídeo.
Além de nomes consagrados como César Ramos, Facundo Tello, Raphael Claus, Wilton Sampaio, Szymon Marciniak, Michael Oliver e Anthony Taylor, a lista inclui representantes da Oceania e do Oriente Médio — reforçando a diversidade geográfica do torneio.
Árbitros
Ao todo, 52 árbitros de seis confederações apitarão jogos na Copa:
Estatísticas detalhadas de cada árbitro estarão disponíveis no Centro de Apostas antes do início dos jogos da Copa do Mundo 2026.
Árbitros assistentes
A Copa 2026 contará com 88 assistentes — o maior contingente já convocado para um Mundial.
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Amos Abeigne (GAB) Mahmoud Abouelregal (EGY) Mostafa Akarkad (MAR) Mohammed Al Abakry (KSA) Mohamed Al Hammadi (UAE) Mohammad Al Kalaf (JOR) Saoud Al Maqaleh (QAT) Taleb Al Marri (QAT) Ahmad Al Roalle (JOR) Lyes Arfa (CAN) Kyle Atkins (USA) |
Carlos Barreiro (URU) Micheal Barwegen (CAN) Isaak Bashevkin (NOR) Adam Kupsik (POL) Mahbod Beigi (SWE) Cristian Navarro (ARG) Juan Pablo Belatti (ARG) Kathryn Nesbitt (USA) Gary Beswick (ENG) Elvis Noupue (CMR) Daniele Bindoni (ITA) |
Adam Nunn (ENG) Marco Bisguerra (MEX) Michael Orue (PER) Zakaria Brinsi (MAR) Benjamin Pages (FRA) Bruno Boschilia (BRA) Corey Parker (USA) Bruno Pires (BRA) Antonio Pupiro (NCA) Stuart Burt (ENG) Rafael Alves (BRA) |
Eduardo Cardozo (PAR) Mehdi Rahmouni (FRA) Gabriel Chade (ARG) Christian Ramirez (HON) Danilo Manis (BRA) Sandra Ramirez (MEX) Nicolas Danos (FRA) Jose Retamal (CHI) Stephane De Almeida (SUI) Miguel Rocha (CHI) Jan De Vries (NED) |
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Facundo Rodriguez (ARG) Maximiliano Del Yesso (ARG) Milciades Saldivar (PAR) Christian Dietz (GER) Diego Sanchez (ESP) Boris Ditsoga (GAB) Zakhele Siwela (RSA) Jan Erik Engan (NOR) Andreas Soderkvist (SWE) Rodrigo Figueiredo (BRA) Hessel Steegstra (NED) |
Timur Gaynullin (UZB) Nicolas Taran (URU) Mokrane Gourari (ALG) Alberto Tegoni (ITA) Alexander Guzman (COL) Isaac Trevis (NZL) Ahmed Hossam Taha (EGY) Andrey Tsapenko (UZB) Jerson Santos (ANG) Ferencz Tunyogi (ROU) Bruno Jesus (POR) |
Jorge Urrego (VEN) Robert Kempter (GER) Caleb Wales (TRI) Tomaz Klancnik (SVN) Abbes Akram Zerhouni (ALG) George Lakrindis (AUS) Andraz Kovacic (SVN) James Lindsay (AUS) Zhou Fei (CHN) Tomasz Listkiewicz (POL) Walter Lopez (HON) |
Luciano Maia (POR) James Mainwaring (ENG) Mihai Marica (ROU) Brooke Mayo (USA) Jun Mihara (JPN) Juan Carlos Mora (CRC) David Moran (SLV) Tulio Moreno (VEN) Alberto Morin (MEX) Cyril Mugnier (FRA) Jose Enrique Naranjo Perez (ESP) |
Árbitros brasileiros na Copa 2026
O Brasil terá nove representantes na arbitragem — a maior delegação ao lado da Argentina. A lista inclui três árbitros centrais, cinco assistentes e um oficial de VAR.
Raphael Claus, Wilton Sampaio e Ramon Abatti: os árbitros centrais
Raphael Claus é um dos árbitros mais conhecidos do futebol brasileiro. São 260 jogos na Série A e 41 na Copa Libertadores. No cenário internacional, Claus apitou dois jogos na Copa de 2022, além de partidas na Copa América e nas eliminatórias sul-americanas. Recentemente, foi o árbitro da final da Copa América 2024.
Nos campeonatos nacionais e eliminatórias, Claus distribui em média 4,4 cartões amarelos por jogo, mas em grandes torneios internacionais esse número tende a cair — média de três amarelos em oito jogos entre Copa do Mundo e Copa América.
Wilton Sampaio atua no quadro internacional da FIFA desde 2013 e também esteve no Catar, onde foi responsável pelo tenso quarto de final entre Inglaterra e França (1 a 2). Wilton é significativamente mais rigoroso: em mais de 300 jogos no nível de clubes, sua média é de 5,1 amarelos. No cenário de seleções, o número cai para cerca de 3,9.
Ramon Abatti será o estreante em Mundiais entre os brasileiros. Ele ingressou no quadro da FIFA/CONMEBOL em 2021, e desde então acumulou experiência de forma acelerada. Sua grande vitrine até aqui foram os Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, onde apitou a final do torneio masculino entre Espanha e França no Parc des Princes. Também atuou no Mundial de Clubes FIFA 2025, nos Estados Unidos — onde chamou atenção ao exibir três cartões vermelhos diretos em três jogos: para Rico Lewis (Manchester City × Wydad), Raúl Asencio (Real Madrid × Pachuca) e Dean Huijsen (Real Madrid × Borussia Dortmund).
Assistentes e árbitro de VAR brasileiros
Além dos três árbitros centrais, a delegação brasileira conta com cinco assistentes e um oficial de VAR:
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Nome |
Função |
Experiência |
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Bruno Boschilia |
Assistente |
Copa 2022, Copa Libertadores |
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Bruno Pires |
Assistente |
Copa 2022, Eliminatórias sul-americanas |
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Danilo Manis |
Assistente |
Copa 2022, Copa Libertadores |
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Rodrigo Figueiredo |
Assistente |
Copa América, Eliminatórias sul-americanas |
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Rafael Alves |
Assistente |
Copa Libertadores, Série A |
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Rodolpho Toski Marques |
Oficial de VAR |
Copa América, Copa Libertadores |
Como a FIFA seleciona os árbitros da Copa: três anos de avaliação
A seleção de árbitros para a Copa do Mundo é conduzida pelo Comitê de Arbitragem da FIFA, liderado por Pierluigi Collina (diretor-chefe de arbitragem) e Massimo Busacca (diretor de arbitragem). O processo pode ser dividido em etapas:
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Lista inicial. A montagem começa logo após a Copa anterior. Collina e sua equipe partem de uma lista com cerca de 200 nomes, acompanhados ao longo de três anos.
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Seminários e monitoramento. Os árbitros pré-selecionados participam regularmente de seminários e testes físicos organizados pela FIFA. Cada partida que apitam é analisada minuciosamente por inspetores da entidade.
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Formação das equipes. Árbitros da UEFA, da CONCACAF e da CONMEBOL são avaliados em trios (central + dois assistentes), de modo que todo o grupo deve manter alto nível durante o ciclo de quatro anos.
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Corte final. Cerca de seis meses antes da Copa, a lista é reduzida ao número necessário, e os escolhidos participam de seminários finais de preparação.
Árbitros isolados — especialmente de federações menores — também são convocados para compor equipes internacionais mistas. Esses oficiais costumam atuar em um ou dois jogos da fase de grupos; a partir das oitavas, a FIFA prioriza as equipes já testadas em conjunto.
A lógica de seleção da FIFA se apoia em dois pilares principais.
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O primeiro é estabilidade e experiência: conta o currículo em torneios oficiais (com destaque para fases finais de competições), além da ausência de suspensões ou decisões polêmicas graves.
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O segundo é a representatividade: árbitros de federações menores — como o somali Omar Artan ou o neozelandês Campbell-Kirk Kawana-Waugh — integram equipes mistas ou atuam como quartos árbitros, garantindo a presença de todas as confederações.
VAR na Copa do Mundo 2026: tecnologia e árbitros de vídeo
A Copa 2026 contará com 30 oficiais de vídeo dedicados exclusivamente ao VAR. Além disso, o torneio servirá como palco de estreia para diversas inovações tecnológicas.
A principal novidade é a câmera do árbitro (Referee View). Testada com sucesso no Mundial de Clubes FIFA 2025, bem como na Premier League e na Bundesliga, a tecnologia agora chega ao palco dos Mundiais pela primeira vez. A câmera captura imagens em primeira pessoa do que o árbitro enxerga em campo — com estabilização feita por inteligência artificial em tempo real — e as insere diretamente na transmissão televisiva.
Outro destaque é a versão atualizada do sistema semiautomático de impedimento (SAOT). Já utilizado na Copa de 2022, o sistema foi aprimorado para 2026 com três melhorias: alertas de impedimento enviados diretamente ao assistente via áudio (reduzindo o tempo de revisão), escaneamento 3D de todos os 1.248 jogadores do torneio para substituir os modelos genéricos, e maior velocidade geral nas decisões.
O VAR também ganha novas competências. As revisões por vídeo, antes limitadas a gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e identidade do jogador, passam a incluir:
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Verificação de gol
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Marcação de pênalti
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Expulsão (cartão vermelho direto)
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Identificação do jogador (acerto na aplicação do cartão)
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Escanteios incorretamente concedidos (novidade na Copa 2026)
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Segundo cartão amarelo claramente equivocado (novidade na Copa 2026)
Com a fiscalização cada vez mais rigorosa da FIFA — e o receio crescente dos árbitros de cometerem erros que possam impactar sua presença em torneios futuros — é de se esperar um volume elevado de revisões por vídeo.
Como a FIFA apenas discute a implementação do tempo efetivo de jogo, os jogos provavelmente seguirão ultrapassando a marca de 100 minutos — padrão que se estabeleceu já na Copa de 2022, quando nove minutos de acréscimo tornaram-se rotina.
Como apostar na Copa do Mundo 2026: mercados, estratégias e o impacto dos árbitros
A Copa 2026 terá 104 jogos, o maior corpo de arbitragem da história e regras inéditas para o VAR — incluindo a revisão de escanteios e segundos cartões amarelos. Para quem aposta, isso muda o jogo: há mercados inteiros que dependem diretamente de quem apita a partida.
Mercados do torneio que dependem dos árbitros
Antes de pensar em jogos individuais, vale observar os mercados de longo prazo — apostas no total de cartões, expulsões e prorrogações de toda a Copa. As casas de apostas já abriram essas linhas, e os números revelam o que o mercado espera da arbitragem.
Total de cartões amarelos no torneio
A linha está em 370–380 cartões amarelos nos 104 jogos da Copa. Isso equivale a cerca de 3,6 amarelos por partida — ligeiramente acima da média da Copa de 2022, que teve aproximadamente 220 amarelos em 64 jogos (3,4 por partida). As odds:
Por que isso importa? A entrada do VAR revisando segundos amarelos pela primeira vez tende a aumentar o número de expulsões — e, consequentemente, o número de cartões em geral. Com árbitros mais cautelosos diante das câmeras, a tendência é de mais paralisações e mais cartões.
Total de cartões vermelhos no torneio
Aqui o mercado revela uma expectativa interessante. Nas duas últimas Copas — ambas já com VAR — houve apenas 4 expulsões por torneio em 64 jogos (0,06 por partida), um mínimo histórico. Para comparação, de 2006 a 2014 a média foi de 18 expulsões por Copa. Escalando o ritmo recente para 104 jogos, teríamos cerca de 6 ou 7 vermelhos. Mas a linha das casas de apostas está em 12 — o dobro:
A explicação passa por dois fatores. Primeiro, o padrão de 4 expulsões por Copa foi provavelmente um piso artificial: o VAR corrigiu erros de arbitragem, mas não tinha autoridade para intervir em segundos amarelos — e muitas expulsões históricas vieram exatamente dessa via. Segundo, a novidade desta Copa muda isso: o VAR agora pode revisar segundos cartões amarelos. Na prática, jogadas que antes passavam despercebidas (uma entrada dura longe da bola, uma simulação sutil) podem resultar em revisão e expulsão. A linha de 12 reflete essa combinação — um retorno parcial à média histórica, potencializado pela nova regra.
Jogos com prorrogação e disputas de pênaltis
Esses mercados completam o quadro de apostas de longo prazo da Copa. Com 16 jogos a mais na fase eliminatória em relação a 2022, o número bruto de prorrogações tende a subir — e as casas já precificam isso.
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Mercado |
Over |
Under |
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Jogos com prorrogação |
Over 8 —
1.79
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Under 8 —
2.40
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Disputas de pênaltis |
Over 4 —
1.40
|
Under 4 —
3.75
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