O Mogi das Cruzes não vence sem sustos há várias semanas. A vitória sobre o Bauru na prorrogação (87 a 79) foi um passo à frente, mas agora o Sesi Franca chega ao Hugão. Um dos principais candidatos ao título contra uma equipe que luta por um lugar no top 10. A diferença técnica e o desgaste físico definem o cenário.
Mogi das Cruzes
O ataque do Mogi das Cruzes costuma bater no teto justamente nos confrontos contra os gigantes da liga. Nas últimas cinco partidas, a equipe registrou apenas 69 pontos contra o Brasília (Uniceub), mesmo com prorrogação, e 73 contra o Pinheiros — o limite ofensivo apareceu sempre que enfrentou uma defesa bem organizada. Gabriel Campos é frequentemente forçado a carregar o setor ofensivo sozinho, enquanto Charles Hinkle perde espaço para seus arremessos de três e o ritmo de posses cai drasticamente. Para piorar, o time vem de uma prorrogação desgastante e com perdas físicas, o que deixa o elenco com recursos limitados.
Sesi Franca
O Sesi Franca ocupa a vice-liderança do NBB e ostenta uma média superior a 90 pontos por jogo. O atropelo sobre o Unifacisa (114 a 95) e a vitória como visitante sobre o Corinthians (96 a 93) confirmam que o time comandado por Helinho Garcia está em grande fase. Com uma pressão agressiva desde os primeiros segundos, transições rápidas e Lucas Dias calibrado no perímetro, o Franca consegue sufocar o ataque adversário enquanto fecha os espaços defensivos com precisão metódica.
Palpite
Contra os adversários de elite, o Mogi das Cruzes acaba gastando toda a sua energia na defesa e perde muito poder de fogo — os 69 e 73 pontos citados não indicam qualquer reação ofensiva contra defesas pesadas. O Sesi Franca, com seu jogo físico e pressão constante, não deve permitir que os donos da casa acelerem o ritmo. O fator cansaço após a prorrogação no jogo anterior deve apenas acentuar essa dificuldade dos mandantes em pontuar.
