O Cuiabá não marcou em cinco das últimas seis partidas. Apenas um gol nos últimos seis jogos — e foi por acaso. Não se trata de uma queda de forma, mas de uma crise sistêmica no ataque que não será resolvida em uma única visita ao Castelão.
Fortaleza
Antes do início da Série B, o time de Tiago Carpini acumulou uma sequência de 15 partidas sem derrotas: foram 10 vitórias e cinco empates, com uma média de apenas 0,63 gol sofrido por jogo. O revés de 4 a 0 fora de casa contra o Botafogo-SP é visto como uma anomalia, não uma tendência. Mailton foi expulso e desfalca a equipe, mas, no restante, o elenco está completo. Em casa, o Fortaleza se transforma nesta temporada: conquistou o título do Campeonato Cearense e somou duas vitórias em dois jogos na Copa do Nordeste com um desempenho defensivo sólido. As arquibancadas do Castelão devem exercer pressão máxima — após a humilhação em Ribeirão Preto, o clube precisa dar uma resposta à altura.
Cuiabá
A situação do Dourado é clara: o setor ofensivo parou de funcionar. Na estreia da Série B contra o Sport Recife, a equipe ficou no 0 a 0, registrando apenas quatro finalizações no alvo em 13 tentativas e apenas 42% de posse de bola. Na Copa Verde, vieram a derrota para o Gama (0 a 1) e um empate sem gols contra o Tocantinópolis. O time foi eliminado do Campeonato Mato-Grossense pelo Sinop (0 a 1) e da Copa do Brasil pelo Santa Catarina — nos pênaltis, justamente por ser incapaz de balançar as redes no tempo regulamentar. O elenco passa por uma reformulação, a linha de frente parece desorientada e a eficiência na finalização é nula.
Palpite
O Fortaleza deve ditar o ritmo da partida apoiado pela sua torcida, enquanto o Cuiabá provavelmente se fechará em um bloco baixo, lutando por um 0 a 0 ou tentando evitar uma derrota elástica. Ficar cinco jogos sem marcar não é coincidência, é um diagnóstico da atual fase do ataque. Anotar um gol no Castelão parece uma tarefa além das capacidades atuais do Cuiabá.



