Quatro das últimas cinco partidas da Escócia terminaram com gols de ambos os lados. Para o amistoso no Estádio Hill Dickinson, isso não é uma coincidência casual, mas uma tendência real. O time de Steve Clarke se prepara para sua primeira Copa do Mundo desde 1998 e claramente não está focado em um futebol defensivo. A Costa do Marfim viaja para Liverpool após golear a Coreia do Sul (4 a 0) com um xG de 3,22. Ambas as seleções priorizam o ataque, e este é o fator-chave aqui.
Escócia
Os escoceses tiveram um ciclo de eliminatórias brilhante, marcando 11 gols em seus últimos cinco jogos. A vitória final sobre a Dinamarca (4 a 2) foi a personificação do espírito da equipe, com dois gols marcados nos acréscimos. No entanto, há problemas na defesa: foram oito gols sofridos no mesmo período. A Grécia conseguiu marcar contra a Escócia fora de casa, e a Dinamarca balançou as redes duas vezes.
A derrota para o Japão (0 a 1) mostrou que, mesmo quando não há gols, Clarke costuma rodar o elenco em busca de equilíbrio. Isso indica que, na terça-feira, veremos uma versão mais ofensiva, com Che Adams, Ryan Christie e John McGinn entre os titulares.
Costa do Marfim
Os "Elefantes" de Emerse Faé são uma máquina que não para. Foram quatro gols contra a Coreia do Sul com posse de bola controlada, onde Evann Guessand, Simon Adingra, Martial Godo e Wilfried Singo deixaram suas marcas. Na Copa Africana de Nações, a equipe marcou em cinco de seis jogos, incluindo três gols contra o Gabão.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo, foram oito vitórias e dois empates em 10 partidas. O grupo ofensivo com Amad Diallo e Evann Guessand cria chances regularmente. A rotação do elenco antes do Mundial não diminui a qualidade: a profundidade do banco permite trocar peças sem perder o poder de fogo.
Prognóstico
A Escócia sofre gols com frequência, tendo sido vazada em quatro das últimas cinco partidas. Já a Costa do Marfim marca com regularidade, balançando as redes em cinco de seus últimos seis confrontos. Ambas as equipes utilizam este amistoso para testar esquemas ofensivos antes da Copa do Mundo.
Os riscos defensivos aumentam nesse contexto: rotação de jogadores, novos entrosamentos e formações experimentais. Não se espera um futebol fechado neste duelo.


