Artes marciais
Notícia exclusiva

Gabi Fernandes quer voltar ao octógono do UFC o mais rápido possível

Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos

A brasileira Gabi Fernandes, atualmente 23ª colocada no ranking dos pesos-mosca do UFC, afirmou que pretende retornar o quanto antes às lutas após sua última derrota e não planeja uma longa pausa na carreira.

Depois do revés contra Casey O’Neill no evento UFC Fight Night Adesanya vs. Pyfer, a atleta destacou que sempre esteve aberta a qualquer desafio da organização e nunca escolhe adversários.

«Eu nunca escolhi oponente ou data. Sempre me coloquei à disposição do UFC. Então, assim que me recuperar, já vou pedir uma luta. Não importa com quem seja ou aonde. Eu estava super bem. Bem treinada, cortei peso super bem. Tudo que estava no meu alcance eu fiz. Infelizmente não foi minha noite e esporte é assim. Isso vai nos forjando dentro e fora dos tatames», disse a lutadora.

Apesar da derrota, Fernandes segue entre as principais atletas da divisão e continua ativa no plantel do UFC.

A trajetória da brasileira no MMA começou de forma incomum: na infância ela praticava taekwondo, mas voltou às artes marciais já adulta, inicialmente com foco em saúde e bem-estar. Depois passou pelo boxe e pelo jiu-jitsu até migrar definitivamente para o MMA.

«Comecei treinando taekwondo quando era criança e muitos anos depois decidi voltar para as artes marciais, para emagrecer e me divertir porque nunca gostei de ficar malhando. Voltei treinando boxe e jiu-jitsu. Logo em seguida, migrei para o MMA», contou Gabi.

No início, a lutadora não via o esporte como carreira profissional e achava que já era tarde para grandes objetivos. No entanto, após sua quarta luta, mudou de mentalidade e definiu a meta de chegar ao UFC antes dos 30 anos.

«Comecei a competir, mas achava que estava velha para isso e fui competir por diversão. Depois da quarta luta eu coloquei na minha cabeça que tinha que me dedicar mais e acreditar no sonho de chegar no UFC antes dos 30 anos. Eu estipulei essa meta e corri atrás. Caso não desse certo eu ia continuar treinando só para saúde e diversão. Assim como é difícil para todo mundo, comigo não foi diferente. Mas, graças a Deus, eu tenho pessoas ao meu lado que acreditam mais do que eu no meu potencial», afirmou a atleta.