“A partir da criação da bola de 3, ele revolucionou o basquete”: técnico relembra impacto de Oscar Schmidt
Ex-treinador de Oscar Schmidt no Corinthians e no Flamengo, e atualmente comentarista dos canais ESPN, Zé Boquinha destacou a influência do ícone brasileiro no basquete mundial.
A lenda do basquete brasileiro Oscar Schmidt faleceu na última sexta-feira, em São Paulo, aos 68 anos, deixando um enorme legado e uma legião de fãs órfãos de seus arremessos certeiros.
Considerado o maior e mais famoso jogador da história do basquete brasileiro, Oscar integra o Hall da Fama e durante muitos anos foi o segundo maior pontuador da modalidade, sendo superado apenas em 2024.
Ao longo da carreira, disputou cinco Olimpíadas e é o maior cestinha da história do torneio. Apesar disso, nunca atuou na NBA, mesmo tendo sido draftado pelo New Jersey Nets em 1984.
As versões sobre essa decisão são divergentes, mas o próprio “Mão Santa” sempre afirmou que optou por não seguir na liga. Na época, jogar profissionalmente na NBA significaria não poder defender a Seleção Brasileira — algo que só mudou em 1992, quando atletas da liga passaram a ser liberados para competições da FIBA.
A influência de Oscar Schmidt ultrapassou fronteiras. Ele foi ídolo de infância de Kobe Bryant, que o acompanhava quando jogava na Itália, onde o pai do astro também atuava. Além disso, seu estilo impactou o basquete moderno, influenciando até mesmo conceitos que seriam vistos anos depois no Golden State Warriors de Steve Kerr, que chegou a enfrentá-lo em quadra.