Probabilidades e odds tenistas no Miami Open 2026
Depois da vitória de Sinner em Indian Wells, toda a atenção no Miami Open estará voltada para o italiano. Jannik pode se tornar o primeiro tenista desde Roger Federer a conquistar os dois torneios da gira americana de piso duro na primavera, completando o chamado "Sunshine Double".
Quem será o campeão do Miami Open?
Neste artigo, vamos falar sobre os principais favoritos e as tendências de apostas mais quentes para o torneio, além de explicar por que o "Sunshine Double" é uma conquista tão especial para qualquer tenista.
Favoritos do Miami Open 2026
Indian Wells ficou marcado não só pelo triunfo de Sinner, mas também pela primeira derrota de Alcaraz na temporada – e não foi para Jannik, e sim para Medvedev na semifinal.
O russo mais uma vez mostrou sua imprevisibilidade: parecia que, depois da longa viagem de Dubai e da agenda bagunçada, ele não conseguiria render o esperado em Indian Wells. No entanto, Daniil fez um torneio excelente e poderia até ter levado o título, mas acabou superado por Sinner na final, em dois tie-breaks.
É evidente que os resultados de Indian Wells mexeram com as odds das casas de apostas para o vencedor em Miami. O cenário nas linhas é o de sempre, com uma confiança total dos analistas em Sinner e Alcaraz, mas desta vez o italiano aparece como favorito absoluto.
Odds para o vencedor do Miami Open
|
Tenista |
|||
|---|---|---|---|
|
Sinner |
2.20
|
2.16
|
2.20
|
|
Alcaraz |
2.40
|
2.43
|
2.40
|
|
Medvedev |
15.00
|
14.35
|
15.00
|
|
Zverev |
23.00
|
24.44
|
23.00
|
|
Shelton |
34.00
|
28.35
|
34.00
|
Sinner tem tudo para conquistar o primeiro "Sunshine Double" da carreira. A favor do italiano, além do ótimo tênis apresentado em Indian Wells, pesam dois fatores importantes.
Primeiro: de todos os favoritos, Jannik tem o retrospecto mais impressionante nas quadras de Miami. São quatro participações no torneio, com um título, dois vice-campeonatos e uma quartas de final.
Segundo: em Indian Wells, Sinner não teve nenhum jogo de três sets – todas as seis vitórias foram por 2 a 0. Partidas longas são justamente o calcanhar de Aquiles do número 2 do mundo. Em 2026, ele já perdeu para Djokovic em Melbourne (de virada, no fifth set) e para Mensik em Doha (em três sets).
Outro ponto importante: para Sinner, este é um momento chave na briga pela liderança do ranking da ATP. No ano passado, ele não jogou nem Indian Wells nem Miami. Portanto, tem a chance de somar uma quantidade enorme de pontos e se aproximar de Alcaraz – depois da vitória no deserto californiano, a diferença caiu para 2150 pontos.
Miami Open: no papel é duro, mas na prática é saibro
A última vez que alguém conseguiu vencer os dois torneios americanos de piso duro na primavera foi em 2017. No ano passado, o campeão de Indian Wells, Jack Draper, caiu logo na segunda rodada em Miami.
Em Miami, ao contrário de Indian Wells, a velocidade da quadra não é um problema. O que entra em cena é a umidade altíssima. A bola fica pesada rapidamente, o que torna mais difícil vencer com a força bruta do forehand. O que realmente faz a diferença no torneio é a resistência física e o bom condicionamento para aguentar trocas longas.
Por isso, quem mais se destaca em Miami não são os especialistas em piso duro, mas sim os tenistas de saibro. Os resultados recentes comprovam isso: Cerúndolo, por exemplo, chegou às quartas de final duas vezes em três anos. Em 2024, Nicolas Jarry também alcançou as quartas de forma surpreendente.
O que apostar no Miami Open: segundo round, a mina de ouro das odds altas
A sequência dos dois Masters 1000 americanos no piso duro é um teste duríssimo para os tenistas. Depois de Indian Wells, é preciso se adaptar a condições climáticas totalmente diferentes, e o piso também muda. E, comparando os dois torneios, é em Miami que acontecem as maiores zebras. Nos últimos cinco anos, os azarões venceram 35% das partidas. Em Indian Wells, esse número é de 32,86%.
No ano passado, apenas dois tenistas do top 10 do ranking chegaram às quartas de final em Miami: Djokovic e Fritz. O sérvio chegou à final, onde perdeu para Mensik de forma inesperada.
O segundo round costuma ser um ponto de atenção especial. É quando os 32 cabeças de chave entram em quadra, e muitos deles não conseguem mostrar seu melhor tênis logo de cara.
Apostas em azarões no segundo round do Miami Open
|
Ano |
Partidas |
Vitórias de azarões, % |
Lucro, flats |
|---|---|---|---|
|
2021 |
31 |
29 |
-0,26 |
|
2022 |
32 |
40,6 |
4,75 |
|
2023 |
31 |
32,2 |
0,47 |
|
2024 |
32 |
37,5 |
6,78 |
|
2025 |
32 |
37,5 |
18,9 |
|
Total |
158 |
35,4 |
30,64 |
Como se vê, em apenas um dos últimos cinco anos as apostas em azarões no segundo round deram prejuízo – e foi um prejuízo mínimo. O destaque fica para 2025, quando Alcaraz caiu pagando odds de 13.00+, e Shelton perdeu para Wong, que pagou 7.00.
Em quem ficar de olho desta vez?
Jiří Lehečka. O tcheco tem números modestos na temporada: 6 vitórias e 5 derrotas. Em Indian Wells, caiu na estreia para Báez, mesmo sendo favorito com odds de 1.42. Em Miami, Lehečka nunca foi bem: são três participações, sem passar da terceira rodada. Nos dois últimos anos, perdeu no segundo round como favorito.
Flavio Cobolli. O italiano venceu o torneio de Acapulco no início de março e alcançou o melhor ranking da carreira: 14º lugar. No entanto, manter o alto nível não tem sido fácil. Em Indian Wells, ele passou sufoco para vencer Kecmanović na estreia e depois perdeu para Tiafoe, vencendo apenas três games. Agora, Miami, onde ele só jogou duas vezes e nunca passou do segundo round. No ano passado, perdeu de forma surpreendente para Tirante. Desta vez, qualquer que seja o adversário no segundo round – Collignon ou Dimitrov – será um jogo duro.
Ben Shelton. Há um ano, o americano ficou marcado pela derrota retumbante no segundo round de Miami para Wong. Em três participações no torneio, Shelton venceu apenas uma partida. As três derrotas vieram todas como favorito. Em Indian Wells, o nono do mundo andou muito mal na quadra: venceu Opelka com dificuldade e depois perdeu para Tien. Não me parece que Shelton esteja pronto para brilhar num dos torneios que mais lhe trazem más recordações.
Félix Auger-Aliassime. Lá em 2019, o canadense foi semifinalista em Miami. Mas os bons tempos ficaram para trás: nas últimas cinco participações, ele não passou da terceira rodada. Em quatro dessas vezes, perdeu como favorito. Em Indian Wells, o desempenho e os resultados de Félix não empolgaram: passou com muito sacrifício por Monfils e Diallo em três sets, e depois perdeu para Fils, mesmo saindo como favorito.
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