Palpites da Liga Europa 2025/26 para os playoffs

A fase de liga da Europa League não teve tanto drama quanto a da Champions, mas não foi menos interessante. De forma surpreendente, a tabela foi liderada pelo Lyon, que antes do início da temporada esteve perto de ser rebaixado para as divisões inferiores da França por dívidas e, agora, figura entre os três maiores favoritos ao título.

Liga Europa 2025/26. Quem vence?

Vamos analisar os principais favoritos da competição antes do início das eliminatórias e destacar as tendências que valem a pena acompanhar de perto..

Favoritos da Liga Europa 2025/26

O principal candidato ao título continua sendo o mesmo: o Aston Villa de Unai Emery. Os ingleses só perderam a liderança da tabela para o Lyon no saldo de gols (6 contra 13). A equipe confirmou seu status de potência na fase de liga (sete vitórias em oito jogos), e a queda da odd para o título quase pela metade (era de 7.00 no início) parece totalmente justa.

A Roma aparece como a segunda maior postulante. O time de Gasperini terminou na rabeira do G-8, mas os analistas estão convencidos de que as duas derrotas em casa em outubro foram meros acidentes de percurso.

O Lyon, que parece estar vivendo a temporada da sua vida, fecha o top 3. Acompanhar as aventuras de Paulo Fonseca no mata-mata será, no mínimo, curioso — e, com o reforço de Endrick para a fase final, a vida dos adversários não será nada fácil.

Apostas no vencedor da Liga Europa 2025/26

Equipe

Blaze

BetBoom

Bet da Sorte

Aston Villa

3.50

3.76

3.50

Roma

7.00

8.02

7.00

Lyon

9.00

9.02

10.00

Porto

10.00

10.02

10.00

Betis

10.00

11.03

11.00

No top 5 também entraram Porto e Betis. Se antes da temporada o trabalho de Farioli gerava desconfiança, agora a equipe pode se tornar o primeiro clube fora das "Big 5" (as cinco principais ligas europeias) a erguer um troféu da UEFA desde 2012. Um paralelo interessante: em 2012, o campeão foi justamente o Porto, sob o comando de Villas-Boas, que hoje é o presidente do clube.

Já o Betis está em uma batalha feroz por uma vaga na Champions via La Liga, e é difícil esperar foco total da equipe na Europa League. É bem possível que o bando de Pellegrini, seguindo a tradição de alguns gigantes europeus de anos anteriores, acabe "largando" o torneio. 

Olympique Lyonnais: Da lama à glória

Um dos roteiros mais fascinantes do ano sobre reviravoltas inesperadas. Se antes da temporada o Lyon vendeu seus principais destaques e as dívidas para evitar o rebaixamento administrativo à Ligue 2 foram pagas quase que em um esforço coletivo (embora o PSG tenha coberto a maior parte), era difícil prever uma classificação em primeiro lugar no mata-mata da LE e a briga pelo topo da Ligue 1. Mas a necessidade faz o sapo pular.

Os princípios de trabalho de Fonseca ficaram evidentes nos oito jogos da fase de liga: posse de bola, muitos passes e inversões de jogo para alargar a defesa adversária. Não à toa, o Lyon lidera essas estatísticas — 63,3% de posse (melhor marca), média de 544 passes certos por jogo (o perseguidor mais próximo, o Lille, tem apenas 480) e 21 cruzamentos precisos por partida.

Essa obsessão pela posse de bola resulta em um número mínimo de escanteios cedidos. Quem gosta de apostar em mercados secundários pode ficar de olho no "Under" de escanteios dos adversários, já que, em média, os rivais dos franceses tiveram apenas 1,88 tiro de canto por jogo.

Houve também tropeços — a única derrota, para o Betis (0 a 2), certamente será estudada pelos adversários no mata-mata. Pellegrini deu uma aula de como neutralizar as ideias de Fonseca sobrecarregando os flancos e saindo em contra-ataques rápidos com 2 ou 3 toques. Resultado: Abner Vinícius e Maitland-Niles ficaram expostos e o time sofreu um gol de cada lado.

O caminho do Lyon ainda reserva clubes experientes que podem superar os franceses não apenas na tática, mas no nível técnico individual. No entanto, dá para acreditar que os franceses têm fôlego para chegar à final. Seria um sucesso estrondoso e, se beliscar a vaga na Champions no campeonato nacional, será a melhor temporada da década.

Roma: O dilema de Gasperini

As casas de apostas deram um voto de confiança considerável aos italianos, colocando-os como segundos favoritos. O time terminou em oitavo na tabela, apenas um ponto à frente do Genk. Se Ziolkowski não tivesse desperdiçado sua chance no último jogo contra o Panathinaikos (1 a 1), os "Giallorossi" teriam que disputar a fase de playoffs adicional.

Nas métricas, o time de Gasperini também não empolgou: média de 2,4 chances claras por jogo e 83% de passes certos. Para efeito de comparação, o Nottingham Forest, que ficou em 14º, criava em média 4 chances claras, enquanto o Celtic, em 21º, gerava 3,5. A Roma começa as partidas de forma agressiva, mas perde o fôlego ao longo do jogo, o que se reflete nas estatísticas: o time está no top 3 de escanteios no primeiro tempo (3,38), mas nem aparece entre os dez melhores após o intervalo (2).

Não se pode dizer que a Roma tenha negligenciado a competição jogando com reservas. Evan Ferguson, Mile Svilar e Matías Soulé, que atuaram em todas as partidas, são titulares absolutos também na Serie A.

Com a chegada da primavera europeia e o início do mata-mata, Gasperini terá que escolher entre a briga no Italiano, onde o clube ainda sonha com a Champions, e a tentativa de conquistar o primeiro troféu continental desde a Conference League em 2022. 

Se Mourinho não tivesse perdido a final da LE em 2023, a escolha seria óbvia. Com o elenco atual, dificilmente o time terá pernas para lutar em duas frentes. No melhor dos cenários, a Roma pode chegar à semifinal, mas não passa disso.

Aston Villa: A quinta Europa League de Emery?

Unai sabe como ninguém o que é a falta de recursos, após seu Villa ter batido de frente com o PSG nas quartas da Champions no ano passado, mas acabado fora do G-4 da Premier League. O espanhol não se abateu, e os "Villans" caminham firmes rumo ao seu primeiro título europeu desde os anos 80, enquanto Emery busca sua quinta taça da competição.

Com o novo formato, não há mais a preocupação com os times que "caem" da Champions no mata-mata, o que já resolve metade do problema. A fase de liga foi tranquila; o único tropeço real foi contra o Go Ahead Eagles (derrota por 1 a 2), mas aquela noite na Holanda foi um daqueles casos raros onde a bola simplesmente não queria entrar: apenas um gol marcado com 2.82 de xG e seis chances claras criadas.

No mais, Emery mostrou uma gestão inteligente dos reforços de verão — na Europa League, Malen (3 gols) e Guessand (2) foram os protagonistas. Embora Marco Bizot ainda não tenha o brilho necessário para a Premier League, na competição europeia o holandês vem garantindo tudo — média de 6,5 defesas por jogo. Se Ollie Watkins finalmente desencantar para o mata-mata — ele que corre o risco de ficar fora da Copa do Mundo com o futebol atual (8 gols em 36 jogos na temporada) —, o elenco do Villa parece o mais equilibrado, mesmo com o calendário apertado da liga inglesa.

O Aston Villa desponta como o principal candidato ao título, e Emery tem tudo para cravar seu nome de vez na história do clube e do torneio. O que diz agora daquele "estagiário", hein, Artem?

No que apostar no mata-mata: tendências e observações

1. Equilíbrio geográfico. Diferente da Champions, onde cinco clubes ingleses dominaram o top 8, a Liga Europa é menos previsível: o grupo de elite conta com espanhóis, dinamarqueses, portugueses, franceses e alemães. O Aston Villa é o favorito, mas apostar a longo prazo que o título vai para a Inglaterra é estatisticamente muito mais arriscado.

2. Minha casa continua sendo a minha fortaleza. Mesmo ignorando os times tradicionalmente fortes em casa da Europa Central (Estrela Vermelha, Ludogorets, PAOK), o aproveitamento dos mandantes segue altíssimo nesta temporada. Aston Villa e Lyon venceram todos os quatro jogos em casa. Até o ousado Midtjylland somou 12 pontos em 12 possíveis na MCH Arena.

Aproveitamento de vitórias dos mandantes na LE (2022—2025)

Temporada

Vitórias em casa, %

Vitórias fora, %

2022/23

49

27

2023/24

52

28

2024/25

50

29

2025/26*

50

30

*Apenas fase de liga

Quem pegou carona nessa tendência foi o Braga. O time português patrolou Feyenoord, Estrela Vermelha e Nottingham Forest em casa, mantendo a força que já vinha desde a temporada passada.

Apostas em V1 (Vitória da Casa) nos jogos do Braga na LE desde 2024/25 (valor de flat de R$ 100)

Temporada

Qtd de jogos

V1, %

Lucro, R$.

ROI, %

2025/26

7*

85,7%

391

55,8%

2024/25

7

71,4%

175

21,8%

Total

14

78,55%

566

38,8%

*Apenas fase de liga

No mata-mata, o Braga enfrentará o vencedor de Ferencváros x Ludogorets ou Celtic x Stuttgart. Independentemente do cenário, a odd para a vitória em Portugal não será baixa, e vale a pena acompanhar essa tendência.

3. Gols também não faltam na LE. A competição já registrou 386 gols (média de 2,68 por jogo). O torneio ainda não atingiu o patamar das últimas temporadas da Champions, onde a média passou de três, mas está longe de ser monótono. Destaque para o Celta, que teve o "Over 2.5" batido em sete de oito jogos. Se Arnautovic não tivesse marcado no empate com o Estrela Vermelha (1 a 1) na última rodada, o índice seria de 100%.

Apostas em Over 2.5 nos jogos do Celta na LE 2025/26 (valor de flat de R$ 100)

Qtd de jogos

Over 2,5, %

Lucro, R$.

ROI, %

8*

87,5%

504

63%

*Apenas fase de liga

No primeiro jogo do mata-mata, o Celta enfrenta o PAOK, e a odd para que a festa de gols continue está em generosos 1.95

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