Especialista: saída de José Boto é questão de tempo no Flamengo

Segundo um especialista esportivo do Rio de Janeiro, a passagem do diretor de futebol pelo clube da Gávea provavelmente não será longa.

O Flamengo trocou recentemente de treinador após perder dois títulos sob o comando de Filipe Luís — seu lugar foi ocupado pelo português Leonardo Jardim. No entanto, a tensão no departamento de futebol do rubro-negro continua, e o alvo principal é claro: o diretor do clube, José Boto.

Entramos em contato com o comentarista da rádio TMC do Rio de Janeiro, Gabriel Farias, para entender melhor a situação no departamento de futebol do Flamengo:

“Pelo que vemos nas notícias sobre o dia a dia do Flamengo, a saída de Boto é apenas uma questão de tempo. Um ambiente interno mais saudável passa por uma mudança na liderança da área de futebol. Claro, bons resultados em campo poderiam ajudar Boto, mas é difícil imaginar que ele consiga permanecer por muito tempo no cargo”, disse Farias.

Quanto ao trabalho recentemente iniciado pelo treinador português Leonardo Jardim, as expectativas do analista da TMC são positivas:

“Acredito que Leonardo Jardim tem tudo para fazer um bom trabalho, pois é um treinador experiente e qualificado. Além disso, conta muito o quanto o português queria ocupar essa posição. A diretoria do clube, que é o elo mais instável nesse sistema, parece ter se agarrado em Leonardo Jardim como o nome para conduzir o futuro do time. Por isso, acredito que as perspectivas são promissoras. No curto prazo, entretanto, pode haver certa instabilidade em campo, capaz de abalar o trabalho do treinador — algo comum no futebol brasileiro, que não tem paciência com nada e ninguém. Ainda assim, espero um futuro interessante para o Flamengo com Jardim, embora seja provável que o clube passe 2026 sem grandes conquistas“.

No entanto, se os resultados não vierem, o clima político no clube pode se intensificar. Isso pode ter consequências para o capital político do presidente Luís Eduardo Baptista, conhecido como Bap:

“Se não houver resultados em campo, acredito que o ambiente político — que atualmente é favorável a Bap — pode se tornar mais tenso, e a pressão aumentar. Bap tomou uma decisão que coloca sobre ele grande responsabilidade ao demitir Filipe Luís. Portanto, a responsabilidade recairá sobre ele se o trabalho de Jardim não trouxer frutos em 2026. Se esse cenário mais pessimista se confirmar, a parte política tende a ganhar mais os holofotes”, concluiu Gabriel Farias.