Eliminatórias para a Copa de 2026 (Europa): tendências e prognósticos
Após os primeiros jogos, ficaram definidos os oito finalistas da repescagem europeia para a Copa de 2026. Os vencedores garantirão vaga nos Estados Unidos e cairão nos grupos A, B, D e F – um bom negócio, já que os grandes favoritos ao Mundial estão em outras chaves.
Quem vence a Copa-2026?
Abaixo, vamos analisar os favoritos nas partidas decisivas por uma vaga na Copa e buscar tendências que merecem atenção.
Formato e calendário da repescagem europeia para a Copa de 2026
Com o aumento do número de seleções no Mundial e a criação da Liga das Nações, as vagas para a fase final das eliminatórias foram distribuídas da seguinte forma:
- 12 seleções que terminaram em segundo lugar nas eliminatórias;
- 4 seleções que venceram seus grupos na Liga das Nações, mas não ficaram entre os dois primeiros nas eliminatórias.
Afinal, a Liga das Nações serve para alguma coisa. Seleções como Macedônia do Norte e Bósnia ganharam uma nova chance de brigar por uma vaga no Mundial. Quem não se lembra da repescagem para a Copa do Catar, quando os macedônios eliminaram a Itália (1 a 0), mas depois sucumbiram diante dos portugueses?
Por outro lado, algumas seleções podem até abandonar as eliminatórias para focar na Liga das Nações. É muito mais fácil ganhar de amadores de San Marino e Luxemburgo do que tentar brigar com as seleções de ponta da Europa.
Após o sorteio, as 16 seleções foram divididas em quatro "caminhos". No final de cada um, uma vaga para a Copa.
As semifinais foram disputadas em 27 de março, e as finais de cada "caminho" acontecem no dia 31.
Caminho A: um passeio (quase) tranquilo, mas com armadilha
Na final do primeiro caminho, italianos e, surpreendentemente, bósnios se enfrentam. O vencedor vai para o grupo B, onde enfrentará Canadá, Catar e Suíça.
Quem vai à Copa-2026 pelo Caminho A:
Os italianos, pela segunda eliminatória consecutiva, fazem uma campanha instável. E dá para esperar uma zebra a qualquer momento. O que preocupa é o número de chances perdidas: 2,3 por jogo (contra 3,6 criadas). A Azzurra desperdiçou um caminhão de oportunidades contra Estônia e Israel. Quando encarou uma seleção de meio-campo mais encorpado e um centroavante inteligente, a Itália simplesmente capitulou.
O jogo contra a Irlanda do Norte também não convenceu: os italianos fizeram um primeiro tempo pavoroso, sem nenhuma chance clara, só balançando as redes na segunda etapa. Apesar de 19 finalizações, o perigo foi mínimo, e o xG da equipe foi de apenas 1,63.
O número de faltas também cresce proporcionalmente. Na média das eliminatórias, a equipe de Gattuso cometeu 9,5 infrações por jogo, mas nos dois jogos que perdeu para a Noruega, o número saltou para 12,1. Na semifinal, a Azzurra também levou a melhor nos números de faltas contra a Irlanda do Norte (11 a 8). E considerando que a Bósnia é a seleção que mais comete faltas nas eliminatórias (17,7), a aposta no "mais de" é certeira.
Na semifinal, vimos um futebol morno, com muito toque lateral, cruzamentos e escanteios. A Irlanda do Norte entregou a bola de boa, e o mesmo pode ser esperado dos bósnios, considerando o jogo deles contra o País de Gales (38% de posse). Nesse cenário, dá para apostar no "mais de" ou no handicap dos italianos nos escanteios, ainda mais porque, na semifinal, a Itália cobrou 12 escanteios. A linha de 6 escanteios para a Itália paga
1.89
– um presente das casas.
Os bósnios têm dificuldade de criar perigo no ataque. Os gols são responsabilidade de Džeko (39 anos) e Tabaković (31), e os números são modestos. Tirando a goleada sobre San Marino (6 a 0), a seleção criou 1,9 chance por jogo e marcou 1,5 gol. O forte é mesmo nos cartões amarelos (2,8 por jogo), algo que ficou ainda mais evidente na semifinal (4 a 1). Vale apostar nisso. A vitória da Bósnia em cartões amarelos contra a Itália paga
1.81
No jogo contra o País de Gales, os bósnios mostraram uma resiliência impressionante, principalmente no fim, criando várias chances perigosas. Se a Itália jogar com a mesma falta de criatividade, Džeko pode ter sua chance e se tornar herói nacional. No geral, considerando a ineficácia ofensiva da Azzurra e a estratégia bósnia, não se esperam muitos gols na final
Bósnia — Itália, 31 de março
Caminho B: a mágica de Potter fora de Hogwarts
Na final do segundo caminho, Polônia e Suécia se enfrentam. O vencedor vai para um grupo complicado, com Holanda, Japão e Tunísia.
Quem vai à Copa-2026 pelo Caminho B:
Os poloneses passaram com muito sacrifício pela Albânia, sem mostrar nada de excepcional – apenas uma chance clara de gol e 26 toques na área adversária. As "Águias" impuseram um bom combate no meio-campo, venceram nos duelos e nos desarmes, mas pecaram no mais importante: a finalização. A Polônia cometeu dois erros que resultaram em chutes, e Grabara foi constantemente salvo por Bednarek e Kiwior.
Os suecos, depois de uma eliminatória pavorosa, sem nenhuma vitória e sem apresentar nenhum padrão de jogo, de repente lembraram como se joga futebol. Potter não inventou a roda e entregou a bola aos ucranianos (68% a 32% de posse), sabendo que eles não saberiam o que fazer com ela.
No ataque, os suecos têm Viktor Gyökeres, que finalmente mostrou o que pode fazer pela seleção: hat-trick, segurando bem a bola no campo adversário e com 100% de aproveitamento – três finalizações, três no alvo, três gols. Apostar em mais um gol do atacante paga
2.32
A final do caminho coloca frente a frente duas seleções problemáticas, que tiveram campanhas irregulares nas eliminatórias e dificilmente vão apresentar um futebol brilhante na Copa. Potter provavelmente vai entregar a bola e a iniciativa mais uma vez, confiando em Gyökeres lá na frente – uma estratégia que faz todo sentido, considerando os erros da dupla Bednarek-Kiwior.
Apostar no "mais de gols" nesse confronto não é a melhor ideia. Nunca se sabe como vai estar a pontaria dos suecos ou como Lewandowski vai reagir ao novo contrato com o Barcelona. Uma boa pedida são os escanteios. Os poloneses têm média de 6,3 por jogo, e como a Suécia muito provavelmente vai entregar a bola, esses números podem aumentar na final. A linha de 5 escanteios para a Polônia paga
2.10
Dá para apostar também no total de escanteios. Os suecos passaram da linha de 9,5 em quatro de cinco jogos, com média de 5,8 escanteios por partida. O fator casa também pode pesar.
Suécia — Polônia, 31 de março
Caminho C: o jogo arriscado de Montella com a Turquia
Na final do terceiro caminho, a Turquia tenta se classificar para sua primeira Copa em 25 anos. O adversário é o surpreendente Kosovo, que protagonizou um verdadeiro tiroteio na sua semifinal.
Quem vai à Copa-2026 pelo Caminho C:
Os turcos mantêm a fama de seleção mais imprevisível da UEFA. Marcam 2,8 gols por jogo e sofrem 2,1. Em experiência e talento, são os favoritos indiscutíveis. Mesmo sem um centroavante de ofício, a Turquia tem frieza na hora de finalizar: 22% de aproveitamento, o sétimo melhor índice nas eliminatórias.
A semifinal contra a Romênia mostrou um novo lado da seleção, mais maduro. Os turcos não conseguiram impor seu jogo, mas, mesmo assim, encontraram uma oportunidade, a converteram e levaram a vitória.
O talento de Güler, Çalhanoğlu e Yıldız não esconde a fragilidade da equipe no ataque posicional. Com ampla vantagem na posse (68% a 32%), finalizações (16 a 6) e escanteios (9 a 3), a seleção criou apenas uma chance real. Por outro lado, a Romênia é especialista em jogos truncados nas eliminatórias, e a final terá um roteiro diferente.
A expectativa é de que a Turquia domine novamente, pelo menos em posse e escanteios. A vitória nos escanteios para os turcos paga
1.72
– um presente, considerando as médias: 6,6 contra 2,9.
Kosovo criava, em média, apenas 1,3 chance por jogo, com todo o jogo ofensivo girando em torno do veterano Muriqi, de 32 anos. O resultado e a velocidade dos kosovares na semifinal contra a Eslováquia foram surpreendentes.
Mas é bom lembrar: a seleção deu muita sorte tanto na criação (dois erros grosseiros dos eslovacos) quanto na finalização – marcar quatro gols com duas chances claras e um xG de 1,56 é uma anomalia, não um atestado de qualidade de Asllani e Haxhrizi.
Além disso, jogar de forma aberta contra a Turquia seria assinar o atestado de óbito. O Kosovo já tem problemas na qualidade dos passes (68% de acerto na semifinal). Sabendo como os turcos podem acelerar o ataque em dois ou três toques, o Kosovo, querendo ou não, vai ter que jogar mais fechado, contando com a sorte e com os vacilos da dupla de zaga turca, nem sempre confiável (Bardakcı-Akaydın).
Os kosovares fizeram o jogo da vida contra a Eslováquia, mas repetir essa atuação duas vezes seguidas é uma tarefa difícil. E também não dá para esperar a mesma eficiência e sorte na finalização.
Kosovo — Turquia, 31 de março
Caminho D: Dinamarca a caminho do Mundial
A última vaga será decidida entre Dinamarca e República Tcheca, que disputam um lugar no grupo A, ao lado de México, África do Sul e Coreia do Sul.
Quem vai à Copa-2026 pelo Caminho D:
O estilo de jogo de Riemer, com bola e domínio, funciona muito bem contra seleções que entregam a posse – na semifinal, a Dinamarca atropelou a Macedônia do Norte por 4 a 0. Os balcânicos não tiveram a menor chance: três finalizações, nenhuma no alvo.
Na final, dá para apostar nas estatísticas: vitórias e handicaps da Dinamarca em posse, escanteios, finalizações. A linha de mais de 5,5 escanteios para os dinamarqueses paga
1.71
. Para avaliar os tchecos sob o novo comando técnico, basta olhar o último jogo deles, quando sofreram nove escanteios em casa.
A República Tcheca trocou de técnico. Em dezembro, Miroslav Koubek assumiu a seleção. Em quase 40 anos de carreira, o treinador tem apenas um título do Campeonato Tcheco, mesmo tendo comandado Viktoria Plzeň e Slavia Praga.
A seleção fez um bom jogo contra a Irlanda, saindo de 2 a 0 para empatar, mas, independentemente do resultado, há dúvidas sobre a qualidade dos jogadores. Darida não dá conta do meio-campo sem proteção, e Šulc, artilheiro do Lyon com 11 gols, ainda não recuperou a forma depois da lesão.
Pelos cenários pré-jogo, os dinamarqueses são justos favoritos. Não espere surpresas.
República Tcheca — Dinamarca, 31 de março
Mais de gols da Dinamarca e gols da Turquia: tendências da repescagem europeia para a Copa de 2026
Os dinamarqueses estão numa fase muito ofensiva nas eliminatórias. Apenas o primeiro jogo terminou com menos de 2,5 gols; em todos os outros, a linha foi superada.
Apostas no "mais de 2,5 gols" nos jogos da Dinamarca nas eliminatórias para a Copa de 2026 (valor do flat: R$ 100)
|
Jogos |
Mais de 2,5 gols, % |
Lucro, R$ |
ROI, % |
|---|---|---|---|
|
7 |
85 |
394 |
56,2 |
Os tchecos também sabem jogar de forma aberta – a trocação com a Irlanda é prova disso. A linha de mais de 2,5 gols na final paga
2.06
Os turcos jogam de forma mais despojada. Nem a chegada de Montella, que tentou conter o ímpeto dos "Crescentes", impediu a seleção de protagonizar jogos animadores.
Apostas em "ambos marcam" nos jogos da Turquia nas eliminatórias para as Copas de 2026 e 2022 (valor do flat: R$ 100)
|
Ano |
Jogos |
Ambas marcam, % |
Lucro, R$. |
ROI, % |
|---|---|---|---|---|
|
2021 |
11 |
72,3 |
366 |
33,2 |
|
2025 |
7 |
57,4 |
15 |
2,1 |
|
Total |
18 |
64,9 |
381 |
17,7 |
Na semifinal contra a Romênia, a coisa não funcionou. A equipe de Lucescu não mostrou nada no ataque, terminando o jogo sem uma finalização no alvo. O Kosovo, nesse aspecto, parece mais promissor. A motivação depois daquele jogo maluco contra a Eslováquia é altíssima. A linha de "ambos marcam" na final paga
1.78
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