Suíça
Após um empate amargo em 1 a 1 com o Catar, cedendo o empate aos 94 minutos, a Suíça mostrou poder de reação contra a Bósnia e Herzegovina. Até os 74 minutos, o placar insistia em um sonolento 0 a 0, mas após as alterações promovidas pelo técnico Murat Yakin, a equipe helvética mudou de postura. O jovem Yoan Manzambi, de 20 anos, foi o grande destaque ao marcar duas vezes, incluindo um belíssimo gol de voleio. Rubén Vargas também brilhou com duas assistências e um gol. No meio-campo, Granit Xhaka ditou o ritmo e converteu um pênalti, enquanto Breel Embolo e Dan Ndoye incomodaram constantemente a defesa adversária.
Yakin mudou o esquema tático para o 4-3-1-2, escalando Rieder como articulador e uma dupla de ataque. A alteração surtiu efeito imediato: a equipe marcou quatro gols na etapa complementar, aproveitando o cansaço e os erros dos bósnios. A Suíça manteve uma posse de bola sólida (62% contra a Bósnia) e foi eficiente ao converter quatro de suas sete finalizações no alvo. Por outro lado, o gol sofrido nos minutos finais em uma cobrança de escanteio (marcado por Mahmic) acende o alerta para as fragilidades nas jogadas de bola parada, que podem ser fatais diante do forte ataque canadense.
Dados importantes da Suíça:
A Suíça soma quatro pontos após duas rodadas, a mesma pontuação do Canadá, mas os donos da casa ocupam a liderança devido ao saldo de gols superior (+3 contra +6).
Ambas as equipes marcaram em sete das últimas oito partidas da Suíça.
A seleção helvética não perdeu nenhum dos últimos nove confrontos contra equipes das Américas do Norte e Central, somando seis vitórias e três empates.
Provável escalação da Suíça (4-3-1-2)
Gregor Kobel — Silvan Widmer, Nico Elvedi, Manuel Akanji, Ricardo Rodríguez — Michel Aebischer, Granit Xhaka, Remo Freuler — Fabian Rieder — Breel Embolo, Dan Ndoye.
Desfalques: Miro Muheim (dúvida).
Canadá
Os anfitriões do torneio chegam para este confronto após golearem o Catar por 6 a 0, conquistando a maior vitória da história do futebol canadense em Copas do Mundo. A equipe comandada por Jesse Marsch mostrou um aproveitamento impecável. Cyle Larin abriu o placar aos 16 minutos, e Jonathan David, que havia desperdiçado várias oportunidades contra a Bósnia (1 a 1), marcou um hat-trick.
Os canadenses souberam aproveitar muito bem a superioridade numérica: Homam Al-Amin foi expulso aos 33 minutos e, aos 53, os cataris já jogavam com dois a menos. A única notícia ruim foi a grave lesão de Ismaël Koné, que sofreu uma fratura na tíbia e fíbula e está fora do restante do torneio.
O setor defensivo canadense se mostra sólido, tendo sofrido apenas um gol em duas partidas, embora o teste contra o Catar com dois jogadores a menos não tenha sido o mais exigente. Um empate é suficiente para o Canadá garantir a liderança do grupo, o que lhe dá a liberdade tática de jogar nos contra-ataques, explorando a velocidade de seus atletas.
Dados importantes do Canadá:
Jonathan David marcou três gols contra o Catar e divide a artilharia da competição ao lado de Lionel Messi (três gols).
Nas últimas 13 partidas, os canadenses não sofreram gols em nove oportunidades, com apenas cinco gols sofridos nesse período.
A equipe está invicta há sete jogos contra seleções europeias, somando três vitórias e quatro empates.
Provável escalação do Canadá (4-4-2)
Maxime Crépeau — Alistair Johnston, Luc de Fougerolles, Derek Cornelius, Richie Laryea — Tajon Buchanan, Stephen Eustáquio, Nathan-Dylan Saliba, Ali Ahmed — Jonathan David, Cyle Larin.
Desfalques: Ismaël Koné (lesionado, fora da Copa), Alphonso Davies, Alfie Jones (ambos são dúvidas).
Quem vai apitar a partida
Ramon Abatti (Brasil)
Jogos – 12 (partidas internacionais, 2025-2026);
Faltas em média por jogo – 25;
C/A em média por jogo (incluindo os segundos) – 3;
Jogos com C/V – 4 de 12;
Jogos com pênalti – 5 de 12.