A dança das cadeiras: todos os técnicos demitidos no Brasileirão 2025
Em meio a um Brasileirão marcado por instabilidade técnica, já são 19 treinadores demitidos em apenas 24 rodadas — uma média alarmante que reflete a pressão crescente por resultados imediatos. Entre os motivos mais recorrentes estão o desempenho abaixo do esperado na tabela, eliminações precoces em copas e a impaciência das torcidas, que não toleram mais quedas acentuadas. Veja a lista completa de quem perdeu o cargo e os motivos por trás de cada demissão.
📊 Sumarão até Abril de 2026
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Total de demissões: 19 treinadores em 24 rodadas
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Último demitido: Renato Gaúcho (Fluminense) — 23 de setembro de 2025
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Média: quase 1 demissão por rodada
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Clubes com mais trocas: Vitória, Santos, Sport e Juventude (2 cada)
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Primeiro a cair: Mano Menezes (Fluminense), já na 1ª rodada
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Ciclo mais longo encerrado: Juan Vojvoda (Fortaleza), após mais de 4 anos no cargo
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Percentual de clubes que já trocaram técnico: 13 de 20 (65%)
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Técnicos estrangeiros demitidos: 5 (portugueses e argentinos lideram a lista)
Quais técnicos foram demitidos no Brasileirão 2025?
Último a Sair: Renato Gaúcho no Fluminense
Demissão oficializada: 23 de setembro de 2025, após eliminação da Copa Sul-Americana.
Campanha: 42 jogos, 21 vitórias, 9 empates e 12 derrotas (55,5% de aproveitamento).
Conquistas: semifinalista do Mundial de Clubes e vaga nas semifinais da Copa do Brasil 2025.
Motivos para a saída: eliminação precoce na Sul-Americana, desgaste da relação com torcida e diretoria, além da oscilação no Brasileirão (8ª colocação).
Substituto: a definir.
Roger Machado no internacional
Demissão oficializada: 21 de setembro de 2025, após derrota no Gre-Nal.
Campanha: 74 jogos, 34 vitórias, 20 empates e 20 derrotas (55,7% de aproveitamento).
Conquistas: Campeão Gaúcho de 2025.
Motivos para a demissão: eliminações nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, queda de produção no Brasileirão (13º lugar com 27 pontos), modelo de jogo considerado saturado e insistência em peças que não funcionavam.
Substituto: Ramón Díaz
Renato Paiva no Fortaleza
Demissão oficializada: 2 de setembro de 2025, após sequência negativa de resultados.
Campanha: 10 jogos, 1 vitória, 3 empates e 6 derrotas (20% de aproveitamento).
Conquistas: nenhuma.
Motivos para a demissão: má fase no Brasileirão e queda para a 19ª colocação, com desempenho ofensivo irregular e defesa vulnerável.
Substituto: Martín Palermo.
Cuca no Atlético-MG
Demissão oficializada em 29 de agosto de 2025. A saída foi comunicada após a derrota por 2 a 0 diante do rival Cruzeiro, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil.
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Campanha de Cuca nesta passagem: 47 jogos, com 22 vitórias, 13 empates e 12 derrotas — totalizando um aproveitamento de 56%.
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Conquistas no ano: título do Campeonato Mineiro de 2025, consolidando-se como o técnico mais vitorioso da história do clube.
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Motivos para a demissão: queda de desempenho no Brasileirão (Atlético ocupava apenas a 12ª posição) e a derrota para o Cruzeiro na Copa do Brasil foram fatores decisivos.
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Repercussão: Cuca compreendeu a decisão e se despediu com agradecimentos emocionados a comissão técnica, elenco, torcida e diretoria.
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Substituto: Jorge Sampaoli.
Fábio Carille no Vitória
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Demissão oficializada: 26 de agosto de 2025, após goleada de 8 a 0 para o Flamengo.
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Campanha: 9 jogos, 1 vitória, 5 empates e 3 derrotas (29,6%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: desempenho ofensivo fraco (0,89 gol/jogo) e defesa vulnerável (2 gols sofridos por jogo).
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Substituto: Rodrigo Chagas.
Cléber Xavier no Santos
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Demissão oficializada: dia 17 de agosto, após uma derrota por 6 a 0 para o Vasco.
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Campanha: 15 jogos, 5 vitórias, 4 empates e 6 derrotas (42%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: campanha de time rebaixado no Brasileirão + eliminação para o CRB, clube da Série B do Brasileirão.
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Substituto: Juan Vojvoda.
Cláudio Tencati no Juventude
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Demissão oficializada: 29 de julho, 15ª rodada, após três derrotas seguidas.
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Campanha: 7 jogos, 1 vitória, 1 empate e 5 derrotas (19%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: sequência de derrotas e permanência no Z-4.
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Substituto: retorno de Thiago Carpini.
Juan Vojvoda no Fortaleza
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Demissão oficializada: 14 de julho de 2025, após cinco derrotas seguidas.
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Campanha: 310 jogos, 145 vitórias, 77 empates e 88 derrotas (55%).
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Conquistas: 2 Copas do Nordeste, 3 Estaduais, campanhas históricas na Série A e 3 classificações para a Libertadores.
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Motivos para a demissão: sequência de resultados negativos e eliminação na Copa do Nordeste.
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Substituto: Renato Paiva.
Thiago Carpini no Vitória
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Demissão oficializada: 9 de julho de 2025, após eliminação para o Confiança na Copa do Nordeste.
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Campanha: 75 jogos, 29 vitórias, 22 empates e 24 derrotas (48%).
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Conquistas: evitou rebaixamento em 2024.
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Motivos para a demissão: eliminações em sequência e desempenho instável.
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Substituto: Fábio Carille.
Renato Paiva no Botafogo
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Demissão oficializada: final de junho de 2025, após eliminação para o Palmeiras nas oitavas de final do Mundial de Clubes.
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Campanha: 23 jogos, 12 vitórias, 3 empates e 8 derrotas (57%).
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Conquistas: vitória sobre o PSG no Mundial.
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Motivos para a demissão: críticas de John Textor e pressão pela eliminação.
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Substituto: Davide Ancelotti.
Luis Zubeldía no São Paulo
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Demissão oficializada: 16 de junho de 2025, após três derrotas consecutivas.
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Campanha: 82 jogos, 37 vitórias, 25 empates e 20 derrotas (55%).
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Conquistas: boa campanha na Libertadores.
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Motivos para a demissão: 12 pontos em 12 rodadas e risco de entrar no Z-4.
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Substituto: Hernán Crespo.
António Oliveira no sport
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Demissão oficializada: 11ª rodada, 4 de junho, após apenas 4 jogos no comando.
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Campanha: 1 empate e 3 derrotas (8%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: lanterna do Brasileirão e desempenho ofensivo pífio (1 gol em 4 jogos).
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Substituto: Daniel Paulista.
Fábio Matias no Juventude
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Demissão oficializada: 8ª rodada, 11 de maio, após goleada de 5 a 0 sofrida para o Fortaleza.
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Campanha: 8 jogos, 4 derrotas, 1 empate e 3 vitórias (52%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: pior defesa da Série A, com média de 2,5 gols sofridos por jogo.
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Substituto: Cláudio Tencati.
Pepa no sport
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Demissão oficializada: 7ª rodada, 3 de maio, após derrota para o Fluminense.
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Campanha: 41 jogos, 21 vitórias, 7 empates e 13 derrotas (56,9%).
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Conquistas: título pernambucano em 2025 e acesso em 2024.
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Motivos para a demissão: eliminação precoce na Copa do Brasil e mau início no Brasileirão.
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Substituto: António Oliveira.
Fábio Carille no Vasco
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Demissão oficializada: 6ª rodada, 27 de abril, após derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro.
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Campanha: 21 jogos, 9 vitórias, 5 empates e 7 derrotas (50,7%).
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: pressão da torcida desde o Carioca e sequência sem vitórias.
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Substituto: Fernando Diniz.
Ramón Díaz no Corinthians
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Demissão oficializada: 4ª rodada, após derrota para o Fluminense.
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Campanha: 59 jogos, 30 vitórias, 16 empates e 13 derrotas.
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Conquistas: título paulista sobre o Palmeiras.
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Motivos para a demissão: desempenho instável, críticas públicas e pressão da torcida.
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Substituto: Dorival Júnior.
Gustavo Quinteros no Grêmio
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Demissão oficializada: 4ª rodada, após goleada de 4 a 1 para o Mirassol.
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Campanha: 20 jogos, 9 vitórias, 5 empates e 6 derrotas.
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: falta de evolução tática e resultados abaixo do esperado.
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Substituto: Mano Menezes, recém-demitido do Fluminense.
Pedro Caixinha no Santos
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Demissão oficializada: 3ª rodada, após derrota para o Fluminense.
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Campanha: 16 jogos, 6 vitórias, 3 empates e 7 derrotas.
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Conquistas: nenhuma.
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Motivos para a demissão: início sem vitórias no Brasileirão e e desempenho instável.
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Substituto em vista: Cléber Xavier, ex-auxiliar de Tite.
Mano Menezes no Fluminense
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Demissão oficializada: 1ª rodada, após derrota por 2 a 0 para o Fortaleza, no Castelão.
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Campanha: 46 jogos, 20 vitórias, 13 empates e 13 derrotas.
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Conquistas: evitou o rebaixamento em 2024.
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Motivos para a demissão: desempenho ruim logo na estreia e desgaste interno.
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Substituto: Renato Gaúcho.
📌 Resumo por clubes
🌀 Clubes com 2 Trocas de Técnico
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Sport: Pepa → António Oliveira → Daniel Paulista
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Juventude: Fábio Matias → Cláudio Tencati → Thiago Carpini
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Vitória: Thiago Carpini → Fábio Carille → Rodrigo Chagas
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Fortaleza – Juan Vojvoda → Renato Paiva → Martín Palermo
- Fluminense – Mano Menezes → Renato Gaúcho → a definir
🔄 Clubes com 1 troca de técnico
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Santos – Pedro Caixinha → Cléber Xavier → Juan Vojvoda
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Botafogo – Renato Paiva → Davide Ancelotti
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São Paulo – Luis Zubeldía → Hernán Crespo
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Vasco – Fábio Carille → Fernando Diniz
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Corinthians – Ramón Díaz → Dorival Júnior
Grêmio – Gustavo Quinteros → Mano Menezes
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Atlético-MG – Cuca → (Martín Anselmi, a ser oficializado)
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Internacional – Roger Machado → Ramón Díaz
FAQ – técnicos demitidos no Brasileirão
Até setembro de 2025, já foram 16 demissões em 22 rodadas, uma média quase de 1 por rodada.
O mais recente foi Roger Machado, desligado do Internacional em 21 de setembro de 2025, após as eliminações nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, além da queda de produção no Brasileirão (13º lugar, com 27 pontos). Poucos dias depois, foi a vez de Renato Gaúcho pedir demissão do Fluminense, em 23 de setembro de 2025, logo após o empate em 1 a 1 com o Lanús, no Maracanã, que decretou a eliminação do clube na Copa Sul-Americana.
Cinco clubes já mudaram duas vezes de treinador cada: Sport, Juventude, Vitória, Fortaleza e Fluminense.
O auxiliar da comissão técnica permanente, Pablo Fernandez, assumiu interinamente os treinamentos logo após a saída de Roger Machado. Poucos dias depois, o clube anunciou a contratação de Ramón Díaz, que assinou vínculo até o fim de 2026.
Não há um número oficial consolidado para toda a temporada, já que algumas saídas foram registradas como “acordo mútuo”. Porém, levantamentos da imprensa mostram que até a 13ª rodada já haviam ocorrido entre 9 e 13 demissões, e o campeonato terminou como um dos mais instáveis dos últimos anos, com praticamente metade dos clubes trocando de técnico ao menos uma vez.
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